A Coreia do Sul anunciou que vai dispensar os trabalhadores envolvidos na compra e negociação de semicondutores dos atuais requerimentos de duas semanas de quarentena devido à pandemia de Covid-19, dando prioridade à vacinação destas pessoas.
De acordo com a agência de notícias Reuters, esta é uma tentativa de limitar os danos provocados à indústria automóvel pelas falhas de fornecimento de chips, incluindo a grandes fabricantes como a Volkswagen ou a General Motors. Também a Alemanha e os Estados Unidos estão a tentar encontrar medidas para resolver o problema.
Para já, a sul-coreana Hyundai mantém as suas fábricas em funcionamento, mas o sindicato dos trabalhadores disse à Reuters que as horas extraordinárias relativas à produção de modelos menos vendidos foram suspensas e os calendários de produção são sujeitos a alterações todas as semanas. Apesar da situação na Coreia do Sul ser mais favorável do que em fabricantes internacionais, o governo admite que “aumentaram as preocupações sobre futuras disrupções de produção”.
Para tentar minimizar a falta de equipamentos, o governo decidiu, assim, que os trabalhadores coreanos e estrangeiros envolvidos na cadeia de fornecimento de semicondutores para a indústria automóvel não terão de ficar em quarentena por duas semanas quando chegam ao país, vindos do estrangeiro. A nova medida entra em vigor em abril. As vacinas contra a Covid-19 estarão disponíveis para estas pessoas antes de viajarem para o estrangeiro para ações de compra e negociação de semicondutores.





