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Sinistralidade: saiba quais as regiões do país onde existe maior probabilidade de ser uma vítima de acidente rodoviário

Automonitor

Apesar de não serem as maiores regiões em números absolutos, a proporção de acidentes com vítimas em relação à população faz com que, em algumas zonas de Portugal, a chance de uma pessoa estar entre as estatísticas seja muito maior

Faro é a região com maior probabilidade de ser uma vítima de acidente rodoviário, de acordo com um estudo apresentado esta quinta-feira pela HelloSafe Portugal, que analisou os dados da ANSR (Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária) de sinistralidade rodoviária. No distrito algarvio, por exemplo, uma pessoa tem 40% mais chances do que no distrito da Guarda.

Apesar de não serem as maiores regiões em números absolutos, a proporção de acidentes com vítimas em relação à população faz com que, em algumas zonas de Portugal, a chance de uma pessoa estar entre as estatísticas seja muito maior. É o que acontece no distrito de Faro. A proporção de vítimas provocadas por acidentes viários a cada 100 mil habitantes é a mais alta do país e fica em 434. Na sequência, Coimbra com uma média de 428 casos a cada 100 mil habitantes e na terceira posição, a região da Madeira, com 426.

Em números absolutos, o distrito de Lisboa, que é também o mais populoso, registou o maior número de acidentes com vítimas. Registaram-se 3.854 casos na primeira metade de 2022 e 20.181 entre 2019 e 2021. Mas nem por isso, é um dos mais perigosos. No cálculo de probabilidade a cada 100 mil habitantes, Lisboa é o penúltimo da lista.

Somente na primeira metade de 2022, Portugal registou uma média diária de 104 acidentes com vítimas – o que equivale dizer, pelo menos, 4 por hora.

Segundo dados da ANSR, de janeiro de 2019 até o julho de 2022, os 114.556 acidentes resultaram em 144.723 vítimas (incluindo feridos ligeiros, graves e mortes). Apesar de uma grande redução no número de casos em 2020 e 2021, lentamente os registos têm vindo a aumentar e aproximam-se das estatísticas anteriores à pandemia da Covid-19.

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