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Setor automóvel europeu respira ‘de alívio’: EUA reduz tarifa para 15%

Francisco Laranjeira

Registo federal dos EUA confirmou que a medida será aplicada retroativamente a partir de 1 de agosto, em conformidade com as promessas americanas

A indústria automóvel europeia respirou de alívio esta quinta-feira, quando os EUA reduziram formalmente os seus direitos aduaneiros sobre os automóveis da UE de 27,5% para 15%, em conformidade com o acordo comercial alcançado em julho último entre a UE e os EUA.

O registo federal dos EUA confirmou que a medida será aplicada retroativamente a partir de 1 de agosto, em conformidade com as promessas americanas.

“Congratulo-me com o facto de a implementação dos nossos compromissos conjuntos estar no bom caminho: os direitos aduaneiros sobre os automóveis e as peças automóveis baixaram para 15% com efeitos retroativos a 1 de agosto, as principais isenções do limite máximo a 1 de setembro”, escreveu o comissário europeu do Comércio, Maros Sefcovic, na rede social ‘X’.

O aviso também implementa as isenções pautais acordadas para aeronaves, certos produtos farmacêuticos e químicos e alguns recursos naturais.

Recorde-se que em julho passado, a UE e os EUA chegaram a um acordo comercial após semanas de litígio que permite a Washington impor direitos aduaneiros de 15% sobre os produtos da UE.

No entanto, as negociações entre Washington e Bruxelas estão longe de estar concluídas. O aço e o alumínio da UE continuam sujeitos a direitos aduaneiros de 50%, para desânimo do setor, que já se debate com um afluxo de excesso de capacidade proveniente da Ásia. As tarifas foram alargadas em agosto a 407 novas categorias de produtos que contêm aço e alumínio.

Numa declaração conjunta publicada em agosto, a UE e os EUA comprometeram-se a negociar contingentes pautais para a indústria e a cooperar na questão do excesso de capacidade. “No que diz respeito ao aço, ao alumínio e aos seus produtos derivados, a União Europeia e os EUA tencionam considerar a possibilidade de cooperar no sentido de isolar os respetivos mercados internos da sobrecapacidade, assegurando simultaneamente cadeias de abastecimento seguras entre si, nomeadamente através de soluções de contingentes pautais”, referiu a declaração conjunta.