Em 39 dos 42 países europeus considerados, os preços da gasolina no primeiro semestre de 2020 foram mais baixos do que em 2019. A maior queda foi observada na Bósnia e Herzegovina (−17,8%), Ucrânia (−15,4%) e Roménia (−14%), indica a Picodi.
Em Portugal, a queda nos preços da gasolina foi de 7% (29.ª posição). Observou-se uma queda ligeiramente menor na Itália (−6%), Reino Unido (−5,7%), Albania (−4,9%) e Estônia (−4,3%).
Curiosamente, na Rússia, os preços da gasolina registaram aumento moderado (0,8%) e na Bielorrússia, a gasolina subiu 12,4%.
Quem pode abastecer a maior quantidade de gasolina na Europa?
Os russos podem aproveitar a gasolina mais barata da Europa – o preço médio da gasolina no país, convertido em rublos, é de 58 centavos de euro. Já os holandeses pagam o preço mais alto – 1,58 €.
A Picodi comparou também os preços médios da gasolina no primeiro semestre de 2020 com os dados mais recentes sobre salários médios. Pelo segundo ano consecutivo, Suíça e Luxemburgo podem ostentar o melhor preço da gasolina para uma proporção salarial média na Europa.
A remuneração média nesses países permite que seus cidadãos comprem, respectivamente, 3.795 e 3.320 litros de gasolina. A Dinamarca completa o pódio com 2.484 litros.
Em Portugal, de acordo com o Instituto Nacional de Estatística, o salário médio é de 929 € líquidos. Isso significa que um português médio pode comprar 669 litros de gasolina com o seu salário (31.º lugar).
Os portugueses foram ultrapassados pelos espanhóis (1.127 litros) e franceses (1.462 litros). Os mais baixos no ranking foram: Grécia (632 litros), Bielorrússia (553 litros) e Bulgária (532 litros).
Moldávia, Ucrânia e Albânia ocuparam os últimos três lugares. O salário médio nesses países vale 352, 345 e 239 litros, respetivamente.
Classificação mundial da gasolina
No ranking mundial, as primeiras posições são ocupadas pelos países do Golfo Pérsico. Na Arábia Saudita, Qatar e Kuwait, você pode comprar de 5.112 a 8.210 litros de gasolina com um salário médio.
A pior situação foi observada em Cuba, onde o salário médio vale apenas 28 litros (um aumento de 2 litros). Apesar de o Tajiquistão e a Zâmbia acompanharem Cuba na parte inferior do ranking, os seus cidadãos podem pagar até sete vezes mais gasolina do que os cubanos (151 e 219 litros, respectivamente).
No entanto, ser um magnata do petróleo nem sempre significa acesso mais fácil à gasolina: a Nigéria, por exemplo, produz as maiores quantidades de gasolina na África. Mas apesar de ter p preço mais baixo da gasolina no mundo inteiro (0,31 €), o salário médio relativamente baixo (165 €) não permite que os nigerianos comprem muitos litros de gasolina – apenas 539.
É semelhante ao paraíso europeu do petróleo, a Rússia. No país que é o segundo maior produtor de petróleo do mundo, um salário médio dá apenas para comprar 919 litros de gasolina.
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