Um grupo de cerca de 15 homens roubou mais de 20 carros de luxo de um serviço de concierge automóvel em Paris, numa operação que está a gerar surpresa em França devido ao nível de segurança do local e à dimensão do assalto, avança o ‘L’Automobile Magazine’.
O roubo aconteceu na noite de 16 para 17 de maio, no 15º arrondissement da capital francesa, e envolveu modelos de elevado valor como Porsche, Maserati, Jaguar, Bentley e uma Ferrari 458 Italia pertencente a um cliente da garagem. O caso está a ser investigado pela Brigada de Repressão ao Banditismo francesa, que já deteve cerca de uma dúzia de suspeitos.
O que mais surpreendeu as autoridades e o setor automóvel foi o facto de o serviço se apresentar como uma estrutura “ultrassegura”, equipada com acesso por impressão digital, câmaras em funcionamento permanente, posto de segurança e patrulhas regulares. Ainda assim, os assaltantes conseguiram entrar pela entrada pedonal, aceder às chaves e aos documentos dos veículos e sair com os carros sem levantar suspeitas imediatas.
Segundo relatos citados pela publicação francesa, a operação foi tão calma e organizada que várias testemunhas pensaram tratar-se apenas da saída normal de veículos da garagem. Alguns homens conduziam os automóveis roubados enquanto outros acompanhavam a operação em motas.
A investigação aponta para uma ação cuidadosamente planeada e não para um roubo oportunista. O número de envolvidos, a rapidez da operação e o conhecimento detalhado do local sugerem que o grupo já sabia exatamente onde estavam guardados os veículos, as chaves e a documentação.
O caso está também a levantar questões sobre o crescimento dos serviços de concierge automóvel de luxo, que se expandiram nos últimos anos em grandes cidades europeias. Estas empresas oferecem estacionamento seguro, lavagem, manutenção, carregamento de baterias e gestão completa de veículos exclusivos para clientes que pretendem delegar a administração dos carros.
Mas o assalto expôs um paradoxo: ao concentrarem dezenas de carros de elevado valor, juntamente com chaves e documentos, estas estruturas podem transformar-se em alvos particularmente atrativos para redes de crime organizado.
“O cofre tornou-se o ponto fraco”, resume o ‘L’Automobile Magazine’, comparando o caso a outros setores onde a concentração de bens valiosos num único espaço aumenta o risco de operações altamente lucrativas para grupos criminosos.
Entre os modelos roubados estava uma Ferrari 458 Italia, além de vários Porsche, Jaguar e Bentley, num prejuízo potencial que poderá atingir vários milhões de euros. Até ao momento, as autoridades francesas não divulgaram quantos veículos foram recuperados.
O caso está a gerar preocupação entre proprietários de superdesportivos e empresas de armazenamento automóvel premium, num momento em que estes serviços se tornaram cada vez mais populares entre clientes com coleções privadas ou múltiplos veículos de luxo.






