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“O fabricante que não for elétrico até 2030 estará morto, com certeza”, aponta CEO da Alfa Romeo

Jean-Philippe Imparato quer que marca italiana só faça chegar ao mercado modelos puramente elétricos a partir de 2027

O futuro da Alfa Romeo está claramente definido: a partir de 2027 todos os modelos a chegar ao mercado serão puramente elétricos. Quem o garantiu foi Jean-Philippe Imparato, CEO da marca desde janeiro de 2021. “O fabricante que não for elétrico em 2030 estará morto, com certeza”, assegurou o responsável francês durante uma visita à fábrica de Pomigliano d’Arco (Nápoles).

Sobre o mercado da eletricidade, o dirigente máximo da Alfa Romeo, e membro da equipa de gestão da Stellantis, explicou que “de momento, a regulamentação do CO2 não mudou e todos estão a investir em infraestruturas de baterias”. Mesmo assim, ressalvou que “se a regulamentação mudar, nós mudaremos”, embora tenha-se mostrado cético com essa possibilidade. Confiança que aliás não falta no processo de transformação da marca italiana, embora ciente das limitações que o sector enfrenta devido à escassez de semicondutores. “Felizmente estamos protegidos pelo ‘guarda-chuva’ Stellantis embora, para já, tenhamos encontrado uma solução com os nossos fornecedores”, revelou. “Dito isso, não tenho visibilidade ou capacidade de ver o que vai acontecer no segundo ou terceiro trimestre do ano, pois a situação pode mudar da noite para o dia e o fornecimento pode ser afetado”, apontou – a expectativa da marca automóvel é que o volume de vendas aumente face ao ano anterior, quando a marca italiana vendeu 56 mil veículos em todo o mundo, impulsionado pela chegada ao mercado do ‘Tonale’.

Desde que integrou a Stellantis, o papel ad Alfa Romeo passa, juntamente com as marcas DS e Lancia, por triplicar o volume de negócios conjunto que as marcas premium contribuem para o conglomerado até ao final da década – em 2021, as três representaram 4% do faturamento total.