É inegável que a Nissan tem o seu espaço na história do mundo automóvel. Não como Nissan mas ainda como Datsun, guardo dela as melhores memórias, de tal modo que fiz para o Jornal dos Clássicos um artigo sobre essas minhas histórias de infância .
Num atualidade recente, a marca rompeu também com o establishement ao ter lançado o Qasqhai (e a moda SUV) que veio criar um novo segmento de mercado, hoje o que mais se destaca no mundo automóvel.
Posteriormente, teve a ousadia de lançar o Leaf – o primeiro 100% elétrico – num momento em que o mundo iniciava a procura de alternativas de mobilidade sustentável mas ao mesmo tempo que permitissem a autonomia correta para quase todos os públicos.
E hoje trouxe-nos ao lançamento do Ariya, no qual a marca deposita enormes esperanças, dado que concorre com o Ionic 5, o novo Kia e até mesmo com o Model Y.
E, qual é hoje o propósito da marca?
Tema para mim perfeitamente relevante e oportuno pois revela as intenções da marca – “Inovação para melhorar a qualidade de vida das pessoas” – e, com isto pretendem ser parte da solução para a neutralidade carbónica de 2050, com a eletrificação a fazer parte desta equação
Para isso apostam em duas tecnologias, a e-power (a implementar no Qasqhai e no X-Trail) e no 100% elétrico, objeto deste artigo
Deste modo, a marca investiu em Inglaterra 1.000 milhões de euros para a criação de um pólo global para a eletrificação (produção de viaturas elétricas) e para baterias. E, também aqui a marca se posiciona para a Europa ao construir internamente e desenhando uma nova imagem de marca para este publico, onde se querem afirmar como “uma marca japonesa que pretende desafiar as convenções”
Numa apresentação muito bem conseguida e onde o foco se centrou no novo posicionamento da marca e depois no Ariya (ainda não em versão final), a Nissan quer ser “reconhecida como a marca japonesa com a gama mais entusiasmante de crossovers elétricos”.
E afinal o que é o ARIYA?
Apresentado com um design coupé inspirado na cultura minimalista japonesa (simplicidade+ linhas fluídas) acreditam ter encontrado uma formula de sucesso entre elétrico, crossover e alto desempenho
A frente ostenta a nova imagem de marca com o novo logotipo (que não se sabe se poderá ser retroiluminado), uma nova grelha frontal e uma assinatura luminosa full led.
Na lateral a marca refere um desenho que se inspira na “linha do horizonte” , com uma traseira com o logo por extenso e onde se destaca a assinatura luminosa horizontal sempre presente.
Sendo uma versão não final alguns detalhes ainda não estavam totalmente definidos, assim como pormenores como a montagem e qualidade de alguns materiais. Mas deu para perceber que, com estas apresentações a marca recolhe os indicadores necessários dos jornalistas, dos concessionários para depois poder analisar e incorporar na versão de produção.
No interior minimalista – faz lembrar o Honda e – surgem os dois painéis (instrumentos e central), lado a lado e embutidos no tablier, numa tendência que aplaudo pois é da minha preferência, permitindo com isso que o condutor não desvie em demasia o olhar da estrada e que não surja o ecrã central como um quase acessório colocado à posteriori
Nesta primeira abordagem percebeu-se a aposta nesse minimalismo japonês, num tablier de linhas direitas e “despido” de formas, com dois espaços para arrumações e uma consola central deslizante e elétrica, num interior com bastante espaço interior.
A chave inteligente reconhece o perfil do condutor e ajusta o interior à sua medida.
Notas finais: as atualizações passam a ser over-the-air; possui dois motores o que lhe garante tração total e, no papel, um bom comportamento em curva; a versão de topo possui 394 cv e a pré venda inicia-se em Janeiro de 2022 com as primeiras entregas no verão de 2022, com os preços ainda não definidos e em “fine-tunning” – compreensível pois muito se pode alterar até ao final do ano (crise dos condutores, matérias primas, Orçamento de Estado,…)




