Oficialmente, a Mercedes planeia abandonar por completo os motores a combustão interna por volta de 2039, mas Markus Schäfer, membro do conselho de desenvolvimento da Mercedes-Benz e COO do grupo Daimer (que brevemente passará a chamar-se Mercedes), acredita que a transição para os veículos elétricos irá ocorrer muito antes do prazo oficial de 2039.
Em declarações ao jornal alemão Handelsblatt, Markus Schäfer disse que ”estamos a preparar-nos para uma mudança mais breve, em termos de produtos, não havendo razão racional para optar por um motor de combustão num futuro próximo”.
O COO do grupo alemão acredita também que a data de término de venda de veículos a combustão será determinada pela introdução do padrão de emissões Euro 7. Até ao final do ano, a Comissão Europeia deverá apresentar um esboço do que será essa norma, sendo que o padrão vigente na Europa, atualmente, é o Euro 6d.
No entanto, mesmo que Bruxelas apresente um rascunho para o Euro 7, é expectável que esta norma não entre em vigor de forma imediata, sendo 2025 a data mais provável. Para Markus Schäfer, a partir desse momento já não fará sentido introduzir novos veículos a combustão interna no mercado, o que significa uma antecipação da data prevista pela Mercedes para a total eletrificação. “Dependendo dos regulamentos que serão aplicados, as perspetivas para os veículos a combustão interna poderão mudar drasticamente, sendo até possível um cenário em que se torna quase impossível registar este tipo de veículos depois de 2025”.
Certo parece ser que a Mercedes não deixará de vender veículos a combustão de um dia para o outro. A mudança deverá ser gradual de forma a escoar estes veículos do mercado, não havendo uma substituição direta.






