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“Importante é manter os preços dos combustíveis sem aumentos”: Governo vai eliminar desconto do ISP “de forma gradual”

Joaquim Miranda Sarmento
Automonitor com Lusa

Dessa forma, o “Governo português deverá no futuro reverter essas medidas”, indicou esta terça-feira o ministro das Finanças

Joaquim Miranda Sarmento, ministro das Finanças, salientou que o Governo “não quer agravar preço dos combustíveis”, mas terá de ceder à pressão da Comissão Europeia sobre a redução do ISP.

“O único ponto de crítica continua a ser o facto de Portugal ainda manter um desconto de 15 cêntimos no ISP [imposto sobre os produtos petrolíferos e energéticos]. Apesar de termos revisto a taxa de carbono e descongelado em agosto e setembro, a Comissão continua a ser bastante insistente de que é necessário reverter essas medidas de 2022, no período do pico da inflação”, apontou Miranda Sarmento, à saída da reunião de ministros das Finanças da União Europeia, que decorreu em Bruxelas.

Dessa forma, o “Governo português deverá no futuro reverter essas medidas”.

“Vamos trabalhar nisso com a Comissão. O importante é manter os preços dos combustíveis sem aumentos, portanto vamos ver como vai evoluir no mercado internacional o preço do petróleo, e com tempo, sem ignorar esta insistência, vamos avaliando e tomando decisões”, explicou, sem avançar prazos.

“Não nos podemos comprometer, não queremos agravar preço final que os portugueses pagam nas bombas de gasolina. Portanto, se o preço do petróleo nos mercados internacionais, a progressiva eliminação do desconto será muito mais demorada. Nos próximos meses, vamos tomar as decisões paulatinamente”, salientou. “Vamos avaliar no primeiro semestre, nunca será possível fazer a reversão num único momento ou nem num ano, será sempre de forma gradual”, concluiu.