<br><br><div align="center"><!-- Revive Adserver Asynchronous JS Tag - Generated with Revive Adserver v5.5.0 -->
<ins data-revive-zoneid="25" data-revive-id="6815d0835407c893664ca86cfa7b90d8"></ins>
<script async src="//com.multipublicacoes.pt/ads/www/delivery/asyncjs.php"></script></div>
Partilhar

Importação de carros: EUA ameaçam Europa com novas tarifas

Automonitor com Lusa

A ministra da defesa alemã, Annegret Kramp-Karrenbauer, confirmou esta quinta-feira que os Estados Unidos ameaçaram a Alemanha, Reino Unido e França com a imposição de tarifas de 25% sobre a importação de automóveis.

Os Estados Unidos ameaçaram impor novas tarifas às importações de automóveis da Europa para pressionar os países europeus a denunciarem o Irão por incumprimento dos compromissos assumidos no acordo nuclear, confirmou a ministra da Defesa alemã, Annegret Kramp-Karrenbauer.

“Essa ameaça existe”, afirmou a governante numa conferência de imprensa, em Londres. A ministra foi questionada sobre um artigo publicado pelo The Washington Post, segundo o qual o Presidente Donald “Trump ameaçou secretamente [França, Reino Unido e Alemanha, os três países europeus signatários do acordo de 2015] impor direitos alfandegários de 25% sobre os automóveis europeus” se não acionassem o mecanismo de resolução de conflitos do acordo.

O acordo foi posto em causa depois de os EUA decidirem retirar-se dele unilateralmente, em maio de 2018, e restabelecer sanções económicas ao Irão. Em resposta, Teerão decidiu, a partir de maio, deixar de respeitar alguns dos compromissos do acordo, que limitava grandemente a sua atividade nuclear.

Os três países europeus subscritores do acordo de 2015 anunciaram na terça-feira ter desencadeado a cláusula de resolução de diferendos constante do pacto para pressionar o Irão a aplicar integralmente as disposições do documento.

Em reação a esse anúncio, o ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano, Javad Zarif, escreveu no Twitter que Londres, Paris e Berlim “venderam os restos [do acordo] para evitar novas tarifas de Trump”.