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Hoje entram em vigor as novas regras para transportar o seu animal de estimação pela Europa

Viajar com animais de companhia dentro da União Europeia vai mudar — e pode tornar-se mais exigente do que muitos esperavam. A partir desta quarta-feira, passa a ser obrigatório apresentar o passaporte europeu para cães e gatos em qualquer deslocação entre países comunitários, uma medida que abrange milhões de proprietários.

Viajar com animais de companhia dentro da União Europeia vai mudar — e pode tornar-se mais exigente do que muitos esperavam. A partir desta quarta-feira, passa a ser obrigatório apresentar o passaporte europeu para cães e gatos em qualquer deslocação entre países comunitários, uma medida que abrange milhões de proprietários.

De acordo com a publicação ‘El Confidencial’, esta alteração faz parte de uma atualização das regras europeias de saúde animal, com o objetivo de reforçar o controlo e reduzir irregularidades.

A decisão não surge por acaso. Bruxelas quer apertar a vigilância sobre a circulação de animais, melhorar a sua rastreabilidade e dificultar práticas ilegais, como a utilização de documentos falsificados ou a falta de identificação.

Na prática, isto significa que viajar com um animal deixa de ser apenas uma questão logística e passa a exigir uma verificação mais rigorosa de todos os requisitos legais.

O passaporte europeu para animais de companhia torna-se agora indispensável. Este documento reúne toda a informação relevante sobre o animal, desde a identificação por microchip até ao histórico de vacinação e tratamentos.

Não se trata apenas de um registo formal. É através deste passaporte que as autoridades conseguem confirmar, de forma rápida, se o animal cumpre todas as condições para viajar em segurança.

Não é só o passaporte: há mais exigências

Para além deste documento, existem outras condições que continuam a ser obrigatórias — e que ganham ainda mais importância com as novas regras.

O animal tem de estar vacinado contra a raiva com antecedência suficiente, cumprir eventuais tratamentos antiparasitários exigidos por alguns países e ter idade mínima para viajar. Além disso, um veterinário deve confirmar que se encontra em boas condições de saúde.

Ou seja, não basta ter o passaporte: é preciso que toda a informação esteja correta e atualizada.

O risco de não cumprir pode sair caro

Ignorar estas exigências pode ter consequências imediatas. Um animal sem documentação válida pode ser impedido de entrar no país de destino, colocado em quarentena ou devolvido.

Para os donos, o impacto também pode ser significativo. Em alguns casos, as coimas podem atingir valores elevados, sobretudo quando está em causa a falta de identificação do animal.

Uma mudança que já está em curso

Apesar da preocupação que a medida possa gerar, a realidade é que muitos animais já cumprem estes requisitos. Em vários países, o passaporte europeu é emitido no momento em que é colocado o microchip.

Ainda assim, a recomendação é clara: antes de viajar, convém confirmar todos os detalhes. Porque, com as novas regras, um pequeno descuido pode fazer toda a diferença.

No fundo, a União Europeia está a mudar a forma como se viaja com animais — tornando o processo mais controlado, mais exigente e, sobretudo, menos tolerante a erros.