A BYD ultrapassou a marca das 3.200 vendas de veículos híbridos plug-in em Portugal, pouco mais de dois anos depois de ter estreado esta tecnologia no mercado nacional, anunciou esta quarta-feira a marca.
Segundo a fabricante chinesa, o marco foi alcançado depois do lançamento, em julho de 2024, do SEAL U DM-i, primeiro híbrido plug-in da BYD comercializado no país. Desde então, a oferta cresceu e conta atualmente com quatro modelos.
A empresa atribui a evolução à procura por automóveis que permitam realizar as deslocações quotidianas em modo elétrico, mantendo a possibilidade de recorrer a um motor a combustão em viagens mais longas.
Quatro modelos na gama híbrida plug-in
A gama é atualmente composta pelo SEAL U DM-i, pelo SEAL 6 DM-i, disponível nas carroçarias Sedan e Touring, pelo ATTO 2 DM-i e pelo mais recente DOLPHIN G DM-i.
O SEAL U DM-i, que inaugurou esta oferta em Portugal, é um SUV familiar do segmento D com 218 cv de potência combinada. Na versão Comfort, a bateria de 26,6 kWh permite, segundo os dados divulgados pela BYD, percorrer até 125 quilómetros em modo exclusivamente elétrico e atingir uma autonomia combinada de até 1.125 quilómetros.
Já o SEAL 6 DM-i coloca a fasquia da autonomia total nos 1.455 quilómetros. A versão Sedan anuncia até 105 quilómetros em modo elétrico, enquanto a Touring chega aos 100 quilómetros.
Autonomias combinadas acima dos 1.000 quilómetros
No segmento dos SUV compactos, o ATTO 2 DM-i apresenta uma autonomia total anunciada de até 1.000 quilómetros, dos quais até 90 podem ser percorridos exclusivamente com energia elétrica. A BYD aponta para um consumo combinado ponderado de 1,8 litros por 100 quilómetros.
A mais recente entrada na gama é o DOLPHIN G DM-i, modelo do segmento B que estreia na Europa a tecnologia DM 5.0 da fabricante. De acordo com a marca, consegue superar os 100 quilómetros de autonomia elétrica e chegar aos 1.040 quilómetros de autonomia combinada.
Nas versões Boost e Comfort, a bateria de 18,3 kWh admite carregamento rápido em corrente contínua até 39 kW, permitindo passar dos 10% aos 80% em 26 minutos, segundo os números avançados pela BYD.
Motor elétrico assume o papel principal
No centro destes modelos está a tecnologia DM-i (Dual Mode Intelligent), que a BYD descreve como um sistema desenvolvido em torno da utilização prioritária da propulsão elétrica.
Quando existe carga suficiente na bateria, o automóvel circula exclusivamente em modo elétrico. À medida que a energia disponível diminui, o motor a gasolina entra em funcionamento, sobretudo para gerar eletricidade. Em situações que exigem mais potência, pode também contribuir diretamente para a propulsão.
A fabricante sustenta que esta gestão permite reduzir o consumo de combustível e manter autonomias combinadas superiores a 1.000 quilómetros em vários dos seus modelos.
Depois de superar as 3.200 vendas de híbridos plug-in em Portugal, a BYD indica que pretende continuar a alargar a oferta de veículos eletrificados no mercado nacional.






