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Genesis Magma GT solta V8 de 800 cv na estrada: veja e ouça o supercarro em ação

Automonitor

Genesis apresentou-o como o primeiro verdadeiro automóvel desportivo da sua história e como uma espécie de modelo-guia para a estratégia de alta performance da marca durante a próxima década

Tem motor central, um V8 biturbo com até 800 cv e a ambição declarada de representar o topo daquilo que a Genesis consegue fazer. Faltava vê-lo — e sobretudo ouvi-lo — verdadeiramente em movimento.

O Genesis Magma GT Concept saiu agora para a estrada durante o Tutto Bene Hillclimb, realizado na estrada de Mottarone, em Itália, oferecendo uma das demonstrações mais reveladoras até agora daquele que poderá vir a tornar-se no primeiro verdadeiro supercarro da marca.

As imagens, captadas pelo canal de YouTube ‘NM2255 | Raw Car Sounds’ e destacadas pelo ‘Motor1’, mostram o Magma GT a arrancar numa estrada húmida e a perder momentaneamente tração à medida que o condutor acelera.

Não há qualquer tentativa aparente de explorar os limites do automóvel — e as condições do piso aconselhavam precisamente o contrário —, mas há algo que até agora tinha sido bastante mais difícil de apreciar: o som do V8 biturbo instalado atrás do habitáculo.

E não é propriamente discreto.

Um V8 biturbo com até 800 cv

Quando revelou o Magma GT Concept em novembro de 2025, a Genesis apresentou-o como o primeiro verdadeiro automóvel desportivo da sua história e como uma espécie de modelo-guia para a estratégia de alta performance da marca durante a próxima década.

Desde então, ficámos a saber um pouco mais.

A própria Genesis confirma atualmente que o Magma GT utiliza um V8 biturbo capaz de desenvolver até 800 cv, colocando-o diretamente em território de supercarros.

O motor está instalado numa posição central-traseira, uma arquitetura escolhida para privilegiar a distribuição de massas e o comportamento dinâmico.

A Genesis não divulgou, contudo, números como binário, aceleração dos 0 aos 100 km/h ou velocidade máxima.

Nem sequer confirmou ainda que o Magma GT que vemos nestas imagens chegará às estradas exatamente desta forma.

Oficialmente, continua a ser um concept.

Mas começa a parecer cada vez menos apenas um exercício de estilo

É aqui que a história se torna particularmente interessante.

A Genesis nunca escondeu que pretende ter um verdadeiro halo car — um modelo de topo destinado não tanto a gerar grandes volumes de vendas, mas a mostrar aquilo de que a marca é tecnologicamente e dinamicamente capaz.

Quando apresentou o Magma GT, foi ainda mais longe: descreveu-o como a base simbólica da sua estratégia de performance para os próximos dez anos e associou-o diretamente às ambições futuras da marca nas corridas de GT.

O projeto também não ficou parado desde novembro.

Em junho, durante as 24 Horas de Le Mans, a Genesis voltou a apresentar o Magma GT, desta vez com uma evolução do desenho exterior e, pela primeira vez, revelou o interior.

Luxo por dentro, V8 atrás

E o habitáculo segue uma filosofia algo diferente daquela que se tornou habitual nos automóveis modernos.

Em vez de cobrir o tablier com grandes ecrãs, a Genesis apostou numa arquitetura centrada no condutor, com instrumentação de inspiração analógica, comandos físicos e uma utilização extensa de couro.

O resultado aproxima-se mais de um grand tourer de luxo do que de um automóvel de competição despido de tudo o que não seja essencial.

A própria marca descreve o Magma GT como uma combinação entre luxo e performance, procurando uma experiência menos agressiva e mais equilibrada do que a oferecida por alguns supercarros tradicionais.

Mas a Genesis já mostrou também como seria o outro extremo.

E já existe um Magma GT3

Também em junho, em Le Mans, a marca revelou o Magma GT3 Concept.

Visualmente, é uma interpretação muito mais radical da ideia original: carroçaria mais larga, aerodinâmica muito mais agressiva e soluções concebidas tendo como referência os regulamentos da categoria GT3.

Há, contudo, uma nuance importante.

A Genesis descreve oficialmente o GT3 como um estudo independente das regras técnicas da categoria, e não simplesmente como uma versão de competição derivada de um Magma GT de estrada já confirmado.

A marca apresentou-o como uma possível direção futura para a Genesis Magma Racing à medida que expande a sua participação no desporto automóvel.

Ou seja, também o GT3 ainda não constitui uma confirmação de que haverá um Magma GT matriculável.

É mais uma peça do puzzle.

Genesis quer mesmo construí-lo?

Os sinais começam a acumular-se.

A Motor1 Itália questionou Charles Fuster, responsável da Genesis para Itália e França, precisamente sobre o futuro do automóvel.

A resposta não incluiu uma data de lançamento, mas foi bastante mais interessante do que um simples “não comentamos”.

Segundo Fuster, o Magma GT “não é um projeto temporário”.

Questionado sobre quando poderia materializar-se num verdadeiro automóvel de produção, acrescentou: “Gostaríamos de concretizar isso rapidamente.”

Ainda não é uma confirmação.

Mas é difícil ignorar a sequência.

A Genesis revelou o Magma GT em novembro, desenvolveu posteriormente o desenho, mostrou o interior, criou uma interpretação GT3, confirmou um V8 biturbo de até 800 cv e continua a colocar o protótipo em movimento perante o público.

Agora, numa estrada molhada em Mottarone, mostrou também que aquele V8 não existe apenas para ficar parado debaixo das luzes de um salão automóvel.

O Magma GT continua oficialmente a ser um concept. Mas, dez meses depois da estreia, começa a comportar-se cada vez mais como um automóvel que a Genesis gostaria realmente de vender.