“É necessária uma mudança de mentalidades quer por parte das empresas quer também por parte das autarquias”, defendeu António Melica em declarações à agência Lusa, à margem do Fórum Nissan da Mobilidade Inteligente.
Segundo o responsável da Nissan em Portugal, “as empresas devem considerar a mudança seriamente, fazer as contas, olhar para os números, porque as vantagens são enormes a todos os níveis. Estamos muito entusiasmados com os veículos de passageiros, mas os comerciais continuam a aumentar, continuam a poluir e a fazer barulho nas cidades. Temos que fazer uma mudança, aumentar os benefícios”.
António Melica reconhece ser difícil encontrar medidas de discriminação positiva neste segmento, mas sugere por exemplo a limitação de zonas das cidades a veículos de emissão zero, como é prática já em outras cidades europeias: “Não existe ainda uma evolução clara, mas existe potencial para crescimento também nos comerciais”.
Segundo os dados apresentados, a Nissan é o líder “absoluto” nos veículos elétricos de passageiros, com as vendas do modelo LEAF a alcançarem as 1.660 unidades, tornando o país o 6.º mercado por importância na Europa ocidental e o 9.º no mundo. Em Portugal, a marca registou uma quota de mercado de 4,2% – entre abril e dezembro de 2019 -, com a venda de perto de 9.000 carros, 16% dos quais elétricos.
A Nissan investiu já cerca de um milhão de euros na instalação de 52 “carregadores rápidos” e prevê continuar a investir para alcançar os 100 carregadores até 2022. “Neste trimestre, com incentivos governativos que vão sair em março, esperamos aumentar ainda mais este peso dos veículos elétricos”, afirmou o responsável da Nissan em Portugal.
Para 2020, o objetivo da empresa é passar os 20% de vendas do modelo Nissan LEAF e “trabalhar sobre o veículo comercial”, concluiu.





