Braga, Castelo Branco e Santarém registaram os preços de gasóleo e gasolina mais baixos em agosto, revela o Boletim do Mercado dos Combustíveis e GPL da Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE).
Por outro lado, Bragança, Beja, Lisboa e Faro são as cidades portuguesas onde os combustíveis foram comercializados com os preços mais elevados.
De acordo com o mesmo boletim, os hipermercados continuam a apresentar as ofertas mais competitivas: 2,0% abaixo dos operadores do segmento low cost e 7,2% inferiores aos dos postos de abastecimento que operam sob a insígnia de uma companhia petrolífera, representando uma diferença de 12,5 cêntimos por litro.
Ainda durante agosto, a gasolina 95 aditivada custou em média aos consumidores mais 2,5% do que a gasolina simples 95. “O acréscimo devido à aditivação foi mais pronunciado na gasolina 98 (cerca de 5,2%), como tem sido habitual no mercado nacional”, explica a ERSE.
O preço do gasóleo simples diminuiu (-0,7%) em agosto, acompanhando o comportamento verificado na cotação internacional.
A maior fatia do preço paga pelo consumidor corresponde à componente de impostos (53%), seguida do valor da cotação internacional e frete (28%) e da margem de comercialização (16%
Já no que diz respeito ao GPL (butano e propano), os preços mais em conta foram registados em Bragança, Vila Real, Viana do Castelo e Braga
O GPL foi comercializado aos preços mais elevados em Coimbra, Setúbal, Beja, Lisboa e Faro.
“Os impostos e a margem de comercialização representam cerca 58,2% do preço suportado pelo consumidor. A componente cotação e frete aumentou 0,1% na composição do PVP face a julho. Já a componente de impostos diminuiu 0,8% face ao mês anterior”, explica o boletim.
De acordo com a análise mensal da ERSE, no mês de agosto, o preço de venda ao público (PVP) médio da gasolina simples 95 registou uma ligeira atualização (+0,2%) relativamente ao PVP médio registado em julho.
“A descida verificada nas cotações internacionais de gasolina contrabalançou com a revisão em alta de algumas componentes do preço, como por exemplo, a incorporação de biocombustíveis”, explica a entidade reguladora.
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