“Não é possível quantificar os prejuízos que a atual crise implica para o setor do ensino da condução, que já se encontra sobre-endividado. Estima-se que os efeitos da crise se prolonguem por vários meses”, afirmou a associação em comunicado.
A Associação Nacional de Escolas de Condução Automóvel no Continente e Regiões Autónomas (ANIECA) refere que a decisão de suspender toda a atividade deste setor está a afetar 900 empresas, que detêm 1.300 escolas de condução em todo o país: “Na maioria microempresas com menos de cinco trabalhadores, que se estima empregarem, pelo menos, 5.000 pessoas (trabalhadores e sócios-gerentes”.
No sentido de “reiniciar a atividade”, a ANIECA defende que as empresas que detêm escolas de condução “necessitam, urgentemente, de apoios concretos e imediatos”. Uma das medidas defendidas é a criação de uma linha de crédito “desburocratizada e com condições favoráveis”, uma vez que consideram que as existentes “são demasiado onerosas”.
A isenção durante este ano dos pagamentos por conta, a suspensão do pagamento do Imposto Único de Circulação relativo aos veículos licenciados para instrução até 180 dias e outros alívios fiscais são igualmente propostas defendidas pelo setor.
“Nesta fase difícil, as escolas de condução clamam por ajuda junto dos poderes públicos para poderem retomar o trabalho”, conclui a nota.
A nível global, segundo um balanço da AFP, a pandemia da Covid-19 já provocou mais de 200 mil mortos e infetou mais de 2,7 milhões de pessoas em 193 países e territórios. Mais de 720 mil doentes foram considerados curados.





