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Ensaio VW TAIGO TSI 110 cv Life DSG: A qualidade da diversidade vista no primeiro SUV coupé da VW

Automonitor

Em termos estéticos o TAIGO segue a nova orientação visual da VW onde a assinatura dianteira luminosa em LED e a barra horizontal cromada dominam a dianteira e, na traseira

Por Jorge Farromba

A industria automóvel continua, e bem, a tentar maximizar a sua oferta de modelos, por forma a rentabilizar os elevados custos de desenvolvimento mas também para manter os clientes fieis a uma marca, fazendo para tal o exercício de segmentar o mais possível todos os segmentos.

Assim, a VW posiciona-se neste particular dos SUV (a moda atual) com vários modelos, desde o T-CROSS (o suv do Polo), TAIGO e T-ROC, onde o prefixo “T” simboliza SUV. Desta forma inteligente a marca oferece ao cliente toda uma panóplia de modelos.

E o que diferencia o TAIGO dos restantes?

Este modelo que já existia no Brasil foi alterado e trazido para a Europa. Já na apresentação estática tinha ficado com boas referências do mesmo.

Esteticamente está alinhado com o novo T-ROC, está acima do T-CROSS e abaixo do T-ROC, além de que se apresenta com um formato coupé. Curiosamente, num “estudo de mercado informal” realizado por mim, perante um publico jovem (cerca de 70 alunos), de ambos os sexos, quando questionados sobre a sua escolha e perante 2 fotos de cada um dos modelos, maioritariamente venceu o TAIGO e não no T-ROC, curiosamente pelo dinamismo e jovialidade que este formato coupé oferece.

Em termos estéticos o TAIGO segue, como referi, a nova orientação visual da VW onde a assinatura dianteira luminosa em LED e a barra horizontal cromada dominam a dianteira e, na traseira – com a qual mais me identifico – que transmite robustez e elegância no modo como a assinatura luminosa e a barra luminosa horizontal elevadas percorrem toda a traseira.

No interior, o TAIGO, mantém o design minimalista alemão que aprecio – nada de formas geométricas elaboradas – “um traço corrido ao sabor da pena”, plásticos rijos, mas de qualidade, o infotainment inserido no tablier, o volante oriundo dos restantes VW, bancos confortáveis e envolventes e bom espaço a bordo para 4 ocupantes.

E em estrada?

Cada vez sou mais adepto das caixas automáticas. Ou é um sinal de maturidade ou um sinal dos tempos! Diria que um pouco dos dois. As caixas automáticas de tão evoluídas que estão permitem-nos manter os olhos mais atentos na estrada e a mão direita no volante, uma vez que estes novos motores com menos cilindrada e com uma desmultiplicação da caixa obrigam muitas vezes a trocas constantes de engrenagens. Aqui, a tarefa é mais simplificada e basta engrenar o modo D ou S (sport) e deixar a eletrónica fazer o restante. Quanto pretendemos intervir temos as patilhas por trás do volante para resolver o que as caixas ainda não fazem: antecipar situações.

Dito isto, o TAIGO é simples e eficaz de conduzir. É um automóvel onde me sento e não preciso de estar a acertar posições de condução e a aprender. Esta usabilidade que hoje se procura nas marcas é difícil de o fazer, mas quando se acerta na fórmula, encontramos o nosso “casulo” e conduzimos com agrado.

E esta usabilidade permite-nos desfrutar da viagem. É certo que gostaria de ter aqui, em termos de software, várias parametrizações da direção (pois gosto dela mais direta e pesada) mas, convenhamos, este é um modelo de um segmento e para um publico onde tal ainda não faz sentido.

Em resumo, encontrei um veículo onde a facilidade de utilização é boa, a usabilidade e facilidade de utilização dos diversos itens do carro idem (touchscreen e o seu software; ar condicionado, botões no volante, painel de instrumentos digital, elementos de segurança ativa e passiva), mas também o conforto alemão (rijo como aprecio) e um comportamento salutar do mesmo em qualquer piso.

Qual a melhor opção? TAIGO ou T-ROC?

Viaturas algo similares onde o T-ROC oferece mais espaço e é mais recente, mas que, creio que, na hora da compra o fator diferenciador pode passar pela estética exterior (coupé ou tradicional) e pelos interiores (com o T-ROC mais aburguesado na oferta do Slush no tablier e nas portas)

O preço deste TAIGO começa nos 23.500€ mas nesta unidade R Design e com caixa automática para um motor 1.0 de 110cv o valor sobe para os 30.500€

Em termos de condução, tal como é apanágio de quase todas as marcas está é de nível 2, semiautónoma, corrigindo erros do condutor na saída da faixa de rodagem, travagem de emergência, ângulo morto, etc. Os faróis dianteiros oferecem a tecnologia Matrix LED da gama IQ.Light.