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Depois dos carros, revolução elétrica pode chegar aos navios de carga

Depois dos carros, revolução elétrica pode chegar aos navios de carga
Automonitor

Os grandes navios de carga que garantem o transporte de milhões de produtos em todo o mundo contribuem com uma grande fatia para as emissões de CO2 globais, o que faz deles um atentado ao ambiente.

Os grandes navios de carga que garantem o transporte de milhões de produtos em todo o mundo contribuem com uma grande fatia para as emissões de CO2 globais, o que faz deles um atentado ao ambiente

Agora, surgiu uma empresa, a Fleetzero, que tem como missão resolver dois problemas de uma vez só: descarbonizar a indústria de transporte marítimo e aliviar os problemas da cadeia de abastecimento, utilizando mais portos disponíveis em todo o mundo.

Os co-fundadores do projeto, Steven Henderson e Michael Carter, estão por isso a construir navios de carga elétricos. Se a missão parece ambiciosa e até mesmo impossível, recorde-se as palavras de Elon Musk, fundador da Tesla, em 2017: “Tudo será totalmente elétrico, excepto os foguetes”, disse com ironia. “Os navios são os próximos, depois dos carros.”

Em 2018, a Organização Marítima Internacional, braço regulador da ONU, definiu uma meta inicial de reduzir as emissões de carbono do transporte marítimo internacional em pelo menos 50% até 2050 em comparação com 2008.

Enquanto Henderson e Carter estudavam o problema, concluíram que a única forma sustentável de descarbonizar navios de carga é através da eletricidade. “Estudámos tudo, incluindo o bombeamento de sal derretido em navios e o seu arrefecimento”, explicou Henderson à CNBC. As baterias elétricas acabaram por tornar-se o foco da Fleetzero e a missão agora é descobrir como torná-los competitivos no que diz respeito a custos.

A solução até agora encontrada passa pela troca de bateria. A Fleetzero está a construir baterias elétricas em contentores ‘standard’, que são modificados para ‘alimentar’ os navios. Quando o navio chega ao porto, as baterias descarregadas do porta-contentores são trocadas por novas.

Mas como pode a revolução elétrica nos navios resolver o problema das cadeias de abastecimento?

O uso de navios mais pequenos pode ajudar no problema da cadeia de abastecimento. Os navios de carga, com contentores empilhados em altura, têm crescido todos os anos desde a década de 1950, explicou Henderson. Desta forma, foram reduzidos os custos de envio, mas também o número de portos em todo o mundo onde estes gigantes podem atracar.

Usando navios mais pequenos, existem outros portos que podem ficar acessíveis em todo o mundo, aliviando o congestionamento e atrasos nos portos e também reduzindo o tráfego de camiões.