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Ensaio Citroën C3 Aircross: A irreverência do SUV da marca francesa no segmento B

Automonitor

Este C3 não foge à regra e esteticamente não deixa ninguém indiferente. Tal como noutras marcas, a estética pode não agradar a todos, mas pelo sucesso que tem feito no mercado português parece que o adoramos

Por Jorge Farromba

A Citroën historicamente tem o seu ADN associado a inovação e arrojo estético, patente nos belos automóveis que desenvolveu ao longo dos anos.

Este C3 não foge à regra e esteticamente não deixa ninguém indiferente. Tal como noutras marcas, a estética pode não agradar a todos, mas pelo sucesso que tem feito no mercado português parece que o adoramos.

Este arrojo estético tem também uma conotação que neste tipo de viaturas se pretende, dado o público-alvo deste segmento – jovem, irreverente e urbano – e daí a as formas do modelo.

No interior, a marca volta a não desiludir e apresenta uma estética diferente com um tablier com plásticos rijos (normal neste segmento) mas com várias áreas forradas com um tecido que pessoalmente me transporta para modelos icónicos da marca (o que o valoriza). Os bancos mais moles e que têm influência no conforto são também eles distintos dos tradicionais e, novamente, num misto pele/tecido bem conseguido, conhecidos como ADVANCED COMFORT, generosos em espaço, e com um maior conforto tanto a nível visual, como em termos de postura, através de acolchoamento com efeito gráfico/memória e apoio lombar.

Não seria novamente um Citroën se a marca não reinterpretasse algo. Ainda me recordo do volante onde o cone central era fixo e somente o aro girava. Aqui, existe um novo conceito de travão de mão que se estranha ao início, mas se assimila depois. A caixa automática possui a posição Sport e o Grip Control (utilização normal, neve, areia, lama, etc).

Espaço à frente e atrás não falta (possibilidade de rebater os bancos traseiro e dianteiro para, por exemplo, transporte de prancha de surf), bancos aquecidos; cortinas nos vidros traseiros, painel de instrumentos analógico de boa leitura e écrã central com a maior parte dos comandos integrados (alguns botões de comando táctil, na consola central)

E em estrada?

O modelo de ensaio era o económico 1.5HDI de 120cv e, portanto a diesel (média de 6,2 a 6,5 litros).

Boa insonorização para o segmento onde se insere e bastante disponibilidade de motor, ajudado pela caixa de velocidades automática que, mesmo em modo ECO cumpre a sua função.

Para o segmento onde se insere tem a postura, comportamento e dinamismo adequado, com uma precisão normal neste tipo de SUV, com uma facilidade e agradabilidade de condução que se saúda.

Preço:27.000€