A China consolidou-se como motor do setor automóvel mundial, ao representar 38% das vendas globais em outubro de 2025. O país registou cerca de 3,3 milhões de carros vendidos num único mês, num mercado global de 8,64 milhões de unidades, o que traduz uma subida de 4% face ao mesmo período de 2024.
Nos primeiros dez meses do ano, as vendas mundiais totalizaram 79,25 milhões de veículos, dos quais 27,65 milhões foram comprados na China. Segundo o site especializado ‘Motor1’, esta quota de 34,9% representa um aumento anual de 12%, reforçando a distância face a outros grandes mercados. No mesmo período, os Estados Unidos venderam 13,88 milhões de veículos, a Índia 4,56 milhões, o Japão 3,86 milhões e a Alemanha 2,61 milhões.
Crescimento mais rápido do mundo
O secretário-geral da Associação Chinesa de Automóveis de Passageiros sublinha que a China não é apenas o maior mercado automóvel do planeta, mas também o mais dinâmico. Enquanto países como a Rússia e o México registam quebras ou abrandamentos, e os mercados sul-americanos se mantêm estáveis, a supremacia chinesa continua a acentuar-se.
Este avanço é visível também na força das marcas locais. Três construtores chineses integram já o top 10 global, com a BYD em sexto lugar, a Geely em oitavo e a Chery em décimo. Muitas fabricantes internacionais enfrentam quebras de vendas, em parte devido à transição para a eletrificação.
China ultrapassa os 50% de veículos elétricos
O segmento dos veículos elétricos está a acelerar ainda mais depressa. Em outubro, as vendas de carros de novas energias — incluindo BEV, PHEV e EREV — atingiram 1,715 milhão de unidades, um crescimento de 20% face ao ano anterior. O número impressiona não só pelo volume, mas pelo peso relativo: estes modelos representam já 51,6% de todas as vendas no mercado chinês.
A China não está apenas a crescer em quantidade, mas também a definir o rumo do automóvel elétrico a nível global.






