Herbert Diess, CEO da Volkswagen, publicou um tweet onde afirma que o hidrogénio não tem futuro no setor automóvel e elogia os pedidos da ACEA à Europa para que implemente três milhões de postos de carregamento elétrico até 2029.
No que diz respeito ao hidrogénio, Herbert Diess diz que “os políticos devem aceitar a ciência” e concretiza: “O hidrogénio verde é necessário para produção de aço, a química e a aeronáutica, mas não pode ser utilizado em carros. É muito dispendioso, ineficiente, lento e difícil de distribuir e transportar”.
Esta posição coincide com a estratégia da Volkswagen, que está a apostar fortemente em veículos elétricos como o ID.3 e ID.4, além de planear o lançamento de todos os próximos modelos com versões de emissões zero. Mas outros fabricantes parecem acreditar no hidrogénio, e a prová-lo está a apresentação de modelos como a segunda geração do Mirai, da Toyota, ou do Nexo, da Hyundai.
De resto, o hidrogénio não parece estar assim tão mal visto no Oriente, nomeadamente no Japão, onde o governo pretende chegar aos 900 distribuidores ativos até 2030. As vantagens principais deste tipo de mobilidade com zero emissões são o reabastecimento rápido (menos de cinco minutos para atestar) e a possibilidade de baterias mais pequenas, permitindo uma redução do peso dos veículos e também dos custos. A autonomia é também apontada como superior quando comparada com a encontrada nos modelos elétricos.
It’s time for politicians to accept science: Green hydrogen is needed for steel, chemical, aero,… and should not end up in cars. Far too expensive, inefficient, slow and difficult to rollout and transport. After all: no #hydrogen cars in sight.
— Herbert Diess (@Herbert_Diess) February 11, 2021






