O Brent, que é negociado em Londres e é referência para Portugal, avança 1,24%, para 31,78 dólares, enquanto o WTI, que é negociado em Nova Iorque, ganha 2,15%, para 23,20 dólares, na manhã desta segunda-feira.
Isto depois dos países da OPEP+ terem chegado a acordo este domingo para reduzir a produção em 9,7 milhões de barris diários a partir do dia 1 de maio. Um acordo histórico que visou responder aos efeitos que a pandemia da Covid-19 tem provocado nos mercados bolsistas: diminuição da procura e impacto económico.
O corte na produção de barris era já recomendado pelo Comité Técnico Conjunto da OPEP, apesar de haver especialistas que consideram a medida insuficiente para impedir uma descida dos preços da matéria-prima: “O que este acordo faz é permitir que a indústria do petróleo, as economias nacionais e outras indústrias que dependem dela evitem uma crise muito profunda”, afirmou o vice-presidente da IHS Markit, Daniel Yergin, citado pela Reuters.
Rússia, EUA e Arábia Saudita unidos
O Presidente da Rússia, Vladimir Putin, o dos Estados Unidos, Donald Trump, e o rei saudita Salman bin Abdulaziz, manifestaram apoio ao acordo dos produtores de petróleo. De acordo com o Kremlin, os três chefes de Estado tiveram uma conversa telefónica sobre o acordo alcançado pelo cartel da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP), que deverá estabilizar o mercado, na sequência da forte quebra do consumo.
“Os líderes apoiaram o acordo alcançado dentro da OPEP sobre a limitação voluntária e gradual da produção de petróleo para estabilizar os mercados mundiais e garantir a sustentabilidade da economia global”, anunciou o Kremlin após a chamada telefónica. Donald Trump também comentou o resultado do acordo na rede social Twitter: “Vai salvar centenas de milhares de empregos no setor da energia nos Estados Unidos”.
“Quero agradecer e congratular o Presidente Putin e o Rei Salman, da Arábia Saudita. Acabei de falar com eles a partir da Casa Branca. Bom acordo para todos!”, acrescentou.
Ainda segundo o Kremlin, Putin e Trump também mantiveram uma conversa telefónica em separado, na qual trocaram opiniões sobre a situação do mercado petrolífero e destacaram a “grande importância” da cooperação no seio da OPEP para reduzir a produção do petróleo.
Mas o acordo não foi fácil de alcançar, uma vez que o México estava a levantar barreiras, considerando excessivo o esforço exigido aos países produtores de petróleo – uma redução da produção de 400.000 barris por dia. Contudo, no Twitter, a ministra da Energia do México, Rocío Nahle, anunciou que o país concordou em cortar 9,7 milhões de barris por dia, a começar a partir do primeiro dia de maio.
Segundo a agência Lusa, o acordo foi confirmado também pelo ministro do Petróleo do Kuwait Oil, Khaled al-Fadhel, e pelo ministro do Petróleo do Irão, Bijan Zangeneh, no Twitter. O governante iraniano escreveu que o corte será efetuado nos meses de maio e junho, e que Irão, Kuwait e Emirados Árabes Unidos concordaram em cortar a produção.





