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Compraram um carro elétrico, mas não o recomendam: estas são as marcas que mais desiludem os proprietários

Compraram um carro elétrico, mas não o recomendam: estas são as marcas que mais desiludem os proprietários
Automonitor

Análise é da consultora alemã UScale, após um estudo que ouviu condutores de veículos elétricos na Alemanha, Áustria e Suíça, procurando perceber quais as marcas que recomendariam a familiares ou amigos

Comprar um carro elétrico é uma coisa. Recomendá-lo a outra pessoa é outra. Um estudo realizado junto de mais de 4.000 proprietários revela que nem todas as marcas conseguem convencer quem utiliza os seus automóveis diariamente. Opel e Fiat surgem no fundo da classificação, com mais avaliações negativas do que recomendações positivas, enquanto a MG também aparece entre as marcas menos recomendadas. E os motivos vão muito além da autonomia das baterias.

A análise é da consultora alemã UScale e foi divulgada pelo ‘L’Automobile Magazine’. O estudo ouviu condutores de veículos elétricos na Alemanha, Áustria e Suíça, procurando perceber quais as marcas que recomendariam a familiares ou amigos.

Opel e Fiat no fundo da lista. E a MG também não convence

A Opel e a Fiat destacam-se pela negativa, sendo as únicas marcas em que as opiniões desfavoráveis superam as recomendações positivas. A MG também integra o grupo de fabricantes com resultados menos favoráveis.

BYD, Leapmotor e Genesis surgem igualmente entre as marcas com níveis de recomendação relativamente baixos. Importa, contudo, perceber que o estudo avalia a experiência dos proprietários com as marcas, não a qualidade ou a fiabilidade mecânica de cada modelo individualmente.

Entre as críticas surgem problemas com aplicações móveis, sistemas multimédia, gestão do carregamento e planeamento de viagens. São funcionalidades que podem parecer secundárias no momento da compra, mas que acabam por ter um peso considerável na utilização diária.

O problema pode estar no telemóvel, não na bateria

Os resultados ajudam a perceber como mudaram as expectativas de quem conduz um elétrico. A autonomia continua a ser importante, mas já não basta anunciar muitos quilómetros com uma carga.

Segundo a UScale, 44% dos participantes identificam a qualidade do software como uma área a melhorar, 42% apontam o desempenho do carregamento, 39% criticam as aplicações móveis e 35% referem problemas com os sistemas de planeamento de rotas.

A experiência de carregamento merece especial atenção: 71% dos inquiridos relatam dificuldades, incluindo sessões que não começam como esperado ou potências inferiores às previstas.

Para quem utiliza um elétrico em viagens longas, estas falhas podem fazer a diferença entre uma deslocação tranquila e uma sucessão de paragens frustrantes.

E quais são as marcas mais recomendadas?

No extremo oposto da classificação surge a XPENG, seguida da Tesla e da Skoda. A Porsche também consegue destacar-se entre as marcas mais bem avaliadas.

A experiência digital, a eficiência energética, o carregamento e a facilidade de planear percursos ajudam a explicar as avaliações positivas atribuídas a algumas destas marcas.

Há, porém, uma limitação importante: os resultados dizem respeito a três mercados europeus e não podem ser automaticamente aplicados a Portugal. A oferta de modelos, as redes de assistência e os hábitos dos condutores variam de país para país.

Ainda assim, o estudo deixa uma recomendação útil para quem está a pensar comprar um elétrico: experimentar a aplicação móvel, testar o sistema multimédia e perceber como o automóvel planeia uma viagem com carregamentos pode ser tão importante como comparar autonomia, potência ou preço.