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A Honda recuperou uma receita quase esquecida. E a nova moto de 250 cc pode conquistar muitos motociclistas

A Honda recuperou uma receita quase esquecida. E a nova moto de 250 cc pode conquistar muitos motociclistas
Automonitor

Nem todas as motos precisam de ter 200 cavalos, suspensões eletrónicas ou preços capazes de assustar uma conta bancária

Nem todas as motos precisam de ter 200 cavalos, suspensões eletrónicas ou preços capazes de assustar uma conta bancária.

Às vezes, basta um motor pequeno, um depósito com personalidade e um desenho que faça alguém olhar duas vezes quando a moto está estacionada.

Parece ter sido esta a receita escolhida pela Honda para a CB250SS Concept, apresentada no salão CIMA, em Chongqing, na China, e recentemente destacada pela publicação britânica ‘Visordown’.

À primeira vista, parece uma moto saída dos anos 70. Mas, por baixo daquela aparência clássica, há tecnologia perfeitamente atual.

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Uma moto pequena que não quer passar despercebida

A CB250SS recupera vários elementos que marcaram gerações de motociclistas: farol redondo, depósito de linhas arredondadas, banco castanho com acabamento canelado e uma posição de condução aparentemente descontraída.

A pintura combina branco e vermelho, enquanto a forquilha dianteira invertida apresenta um acabamento dourado que lhe dá um toque mais sofisticado.

Há também pneus com desenho inspirado nas motos de utilização mista, pequenos guarda-lamas e outros elementos típicos do universo scrambler.

Mas convém não confundir o aspeto com as capacidades.

Segundo a Visordown, as jantes de liga leve de 17 polegadas, os poisa-pés e o curso relativamente curto das suspensões indicam que esta Honda foi pensada sobretudo para circular em estrada, e não para enfrentar trilhos particularmente exigentes.

Ou seja, tem espírito aventureiro, mas parece querer conquistar principalmente quem utiliza a moto na cidade e nas deslocações quotidianas.

Motor de 249 cc e tecnologia escondida no visual clássico

No centro da CB250SS está um motor monocilíndrico de 249 cc, com refrigeração líquida.

A Honda ainda não revelou os valores definitivos de potência e binário, pelo que é demasiado cedo para tirar conclusões sobre as prestações ou os consumos.

A configuração aponta, contudo, para uma moto que privilegia a facilidade de utilização em vez de procurar números impressionantes numa ficha técnica.

O equipamento também mostra que o regresso ao passado é sobretudo visual.

O protótipo apresenta um painel de instrumentos TFT circular, com conectividade Honda RoadSync, além de uma forquilha dianteira invertida e suspensão traseira com monoamortecedor.

É uma combinação interessante: o aspeto de uma moto antiga com funcionalidades que os motociclistas atuais já se habituaram a encontrar.

E talvez seja precisamente essa mistura que explique o interesse despertado pelo modelo.

Vai chegar a Portugal?

Aqui começa a parte menos animadora para quem já está a imaginar uma CB250SS na garagem.

Embora ainda tenha a designação Concept, a moto deverá dar origem a uma versão de produção na primavera de 2027, inicialmente destinada ao mercado chinês.

A possibilidade de expansão para outros países existe, mas a Honda ainda não confirmou uma comercialização em Portugal ou no restante mercado europeu.

Também não há preço anunciado nem uma ficha técnica definitiva.

A chegada à Europa dependerá de decisões comerciais e dos requisitos de homologação, pelo que não é possível garantir que a versão apresentada na China venha a ser vendida por cá.

Ainda assim, a CB250SS deixa uma ideia interessante.

Num mercado onde muitas novidades procuram impressionar pela potência e pela complexidade, a Honda parece recordar que uma moto também pode conquistar pelo desenho, pelas dimensões e pelo simples prazer de conduzir.

E, neste caso, nem sequer é preciso uma cilindrada enorme para chamar a atenção.

A Honda já nos habituou a ideias fora do comum

A CB250SS não é a primeira Honda a recuperar uma forma diferente de olhar para as duas rodas. Recentemente, a Automonitor recordou a extraordinária Motocompo, uma pequena moto dobrável que a marca criou para caber na bagageira de um automóvel.

Também contamos como uma oficina portuguesa, na Trofa, transformou uma Honda CB750 Hornet e conquistou uma competição europeia de personalização.

E, para quem gosta de engenharia sem limites, vale a pena descobrir a história da Honda NR500, a moto de competição com pistões ovais que tentou desafiar as regras da mecânica.