<br><br><div align="center"><!-- Revive Adserver Asynchronous JS Tag - Generated with Revive Adserver v5.5.0 -->
<ins data-revive-zoneid="25" data-revive-id="6815d0835407c893664ca86cfa7b90d8"></ins>
<script async src="//com.multipublicacoes.pt/ads/www/delivery/asyncjs.php"></script></div>
Partilhar

Carlos Sainz precisou de um Audi de competição. 14 anos depois, uma moto elétrica de estrada bateu o seu recorde

Automonitor

A protagonista chama-se Stark VARG SM Sköll, é elétrica e, talvez mais surpreendente, trata-se de uma moto de produção homologada para circular na estrada

Não tem caixa de velocidades, não tem embraiagem e não tem escape. Mas acaba de fazer algo que ninguém conseguia desde 2012: bater o recorde estabelecido por Carlos Sainz no histórico Autòdrom de Sitges-Terramar, em Espanha.

A protagonista chama-se Stark VARG SM Sköll, é elétrica e, talvez mais surpreendente, trata-se de uma moto de produção homologada para circular na estrada.

A tentativa aconteceu a 10 de setembro último, mas os resultados foram divulgados posteriormente pela Stark Future. Aos comandos estava o piloto Jonas Skovby, que completou uma volta ao oval de dois quilómetros em 41,888 segundos.

O anterior recorde pertencia a Carlos Sainz. Em 2012, o piloto espanhol tinha percorrido o mesmo traçado em 42,600 segundos, ao volante de um Audi R8 LMS.

Catorze anos depois, a diferença foi de 0,712 segundos.

80 cv, 123 kg e 914 Nm na roda traseira

Os números ajudam a perceber como uma moto elétrica homologada para estrada conseguiu superar o tempo de um automóvel de competição.

A VARG SM Sköll utilizada na tentativa tinha 80 cv, apenas 123,4 kg e, segundo os dados divulgados pela Stark Future, 914 Nm de binário medidos na roda traseira.

A transmissão é de uma única relação. Não existe caixa de velocidades convencional nem embraiagem e, naturalmente, também não existe sistema de escape.

A combinação entre baixo peso, entrega imediata de potência e ausência de mudanças foi colocada à prova num lugar particularmente exigente.

Um circuito construído há mais de 100 anos

O Autòdrom de Sitges-Terramar foi inaugurado em outubro de 1923 e é considerado o primeiro circuito permanente construído em Espanha.

O traçado tem cerca de dois quilómetros e enormes curvas inclinadas em betão que ainda hoje lhe dão uma aparência pouco comum.

Construído em apenas 300 dias, recebeu competições durante um período muito curto antes de perder protagonismo e permanecer durante décadas praticamente entregue à passagem do tempo.

Foi neste mesmo cenário que Carlos Sainz estabeleceu, em 2012, o tempo que permaneceria como referência durante 14 anos.

Para a nova tentativa, a Stark Future trabalhou com a Alpinestars e a DC Shoes. Segundo a empresa, a preparação e obtenção das autorizações necessárias junto dos proprietários do circuito e das autoridades prolongaram-se durante grande parte de um ano.

A cronometragem ficou a cargo da CSI Timing.

Uma moto que pode andar na estrada

É provavelmente este o detalhe que torna o recorde mais curioso.

A Stark VARG SM não é um protótipo construído exclusivamente para perseguir tempos em circuito. A versão que serviu de base à Sköll é uma supermoto elétrica homologada para utilização rodoviária.

A Stark Future, empresa fundada em 2019 e com sede nos arredores de Barcelona, começou por ganhar notoriedade com a VARG de motocross elétrica e tem vindo a alargar a gama para modelos que podem circular na estrada.

Neste caso, escolheu precisamente um dos circuitos mais invulgares de Espanha para demonstrar aquilo de que a tecnologia é capaz.

E o resultado deixa uma comparação difícil de ignorar: em 2012 foi necessário Carlos Sainz e um Audi R8 LMS de competição para fazer 42,600 segundos. Em 2026, uma moto elétrica homologada para a estrada precisou de 41,888.