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Oito mitos, explicados: da pressão ao desgaste, o que deve mesmo saber sobre os pneus

Automonitor

A Bridgestone reuniu oito das ideias erradas mais comuns sobre pneus e explica por que razão algumas delas podem afetar não apenas a sua duração, mas também a travagem, o comportamento do automóvel e a segurança

São o único ponto de contacto entre o automóvel e a estrada, mas continuam rodeados de ideias feitas. Baixar a pressão para aumentar a aderência, acreditar que um pneu com piso ainda está necessariamente em boas condições ou pensar que os pneus praticamente não envelhecem quando o carro circula pouco são alguns dos mitos que persistem entre os condutores.

A Bridgestone reuniu oito das ideias erradas mais comuns sobre pneus e explica por que razão algumas delas podem afetar não apenas a sua duração, mas também a travagem, o comportamento do automóvel e a segurança.

1. Pneus novos não precisam de ser verificados

Ser novo não significa que um pneu dispense manutenção. A pressão deve ser controlada regularmente e o estado geral inspecionado à procura de cortes, fissuras, perda de borracha ou outros danos.

A pressão deve igualmente respeitar as especificações do fabricante e ser adequada às condições de utilização do automóvel.

2. Se ainda tem piso, está em boas condições

A profundidade do piso é apenas um dos indicadores do estado de um pneu.

Cortes, fissuras, desgaste irregular ou danos nas paredes laterais podem comprometer o desempenho mesmo quando a profundidade continua dentro dos limites legais.

A própria borracha envelhece e pode endurecer, perdendo elasticidade e aderência. Vibrações, aumento da distância de travagem, perda de estabilidade ou alterações na resposta da direção são sinais que justificam uma avaliação numa oficina especializada.

3. Baixar a pressão aumenta a aderência

É uma das ideias que a Bridgestone procura contrariar.

Os pneus são desenvolvidos para trabalhar com uma determinada pressão, garantindo a área de contacto com a estrada prevista pelo fabricante. Circular com pressão insuficiente pode diminuir a capacidade de resposta, sobretudo durante uma travagem ou uma mudança brusca de direção.

A pressão demasiado baixa provoca ainda desgaste prematuro e irregular, aumenta a resistência ao rolamento e pode fazer subir o consumo de combustível.

Mas o contrário também não é solução. Uma pressão excessiva pode diminuir a tração, aumentar a distância de travagem e tornar o pneu mais vulnerável a danos provocados por buracos ou impactos.

A referência deverá ser sempre a pressão indicada pelo fabricante do automóvel, normalmente disponível no manual, no pilar da porta do condutor ou junto à tampa do depósito de combustível.

4. Os quatro pneus desgastam-se da mesma maneira

Nem sempre.

O desgaste depende do sistema de tração, distribuição de peso, estilo de condução e estado da suspensão e da direção. Nos automóveis de tração dianteira, por exemplo, os pneus da frente tendem a sofrer um desgaste superior.

A Bridgestone recomenda a rotação dos pneus aproximadamente a cada 10.000 quilómetros, ou de acordo com as indicações do fabricante, para favorecer um desgaste mais uniforme e prolongar a sua duração.

5. Um carro que circula pouco também desgasta os pneus

Os quilómetros não são os únicos responsáveis pelo envelhecimento.

A passagem do tempo, exposição solar, temperatura e condições ambientais alteram gradualmente os materiais e compostos utilizados nos pneus, mesmo quando o automóvel passa grande parte do tempo parado.

A idade pode ser consultada através do código DOT existente na parede lateral, que identifica a semana e o ano de fabrico.

A partir dos cinco anos, a Bridgestone recomenda uma inspeção anual. Aos 10 anos, o pneu deverá ser substituído, mesmo que aparentemente esteja em boas condições, ou antes disso caso apresente sinais de deterioração.

6. Um furo significa sempre comprar outro pneu

Também não é necessariamente verdade.

Há furos que podem ser reparados em segurança, desde que o dano seja avaliado e a intervenção realizada por um profissional qualificado.

Se for necessária a substituição, deverá ser analisado também o desgaste dos restantes pneus. Dependendo do automóvel e do sistema de tração, diferenças significativas podem afetar o comportamento em estrada e até a atuação dos sistemas eletrónicos.

7. Todos os pneus são praticamente iguais

Dois pneus com aparência semelhante podem apresentar diferenças importantes.

Tração, capacidade de travagem, resistência ao rolamento, estabilidade, conforto, duração e capacidade de expulsar água dependem da engenharia e qualidade do pneu, além da manutenção realizada ao longo da sua utilização.

Por isso, a Bridgestone defende que o preço não deve ser o único critério no momento da compra.

8. Pneus All-Season servem apenas para o inverno

Apesar de oferecerem características adequadas ao frio, os pneus All-Season foram concebidos para utilização durante todo o ano.

Os modelos com marcação 3PMSF estão homologados para circulação em neve e combinam características dos pneus de verão e inverno.

Podem ser particularmente úteis para quem conduz em regiões sujeitas a alterações frequentes das condições meteorológicas, oferecendo desempenho adaptado à chuva, neve e temperaturas inferiores a 7 ºC.

Mais do que decorar regras sobre pneus, a recomendação essencial acaba por ser bastante simples: respeitar as especificações do fabricante, controlar regularmente a pressão e não avaliar o estado de um pneu apenas pelo aspeto exterior.