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A hora muda este domingo e há cinco cuidados que deve ter ao volante. Um deles pode fazer toda a diferença

A hora muda este domingo e há cinco cuidados que deve ter ao volante. Um deles pode fazer toda a diferença
Imagem ilustrativa gerada por IA
Automonitor

Com os dias mais curtos, a pouca luz e a chuva passam a fazer parte de muitas viagens. A Continental lembra o que verificar antes de sair e como ajustar a condução.

Na madrugada deste domingo, os relógios vão atrasar uma hora e muitos portugueses passarão a regressar a casa já de noite. A mudança para o horário de inverno coincide com uma época em que a chuva, o pavimento molhado e a menor luminosidade exigem atenção redobrada ao volante. A Continental identifica cinco cuidados que podem ajudar a reduzir os riscos na estrada, começando por um elemento que muitos condutores só verificam quando surge um problema: os pneus.

Em Portugal continental e na Madeira, os relógios atrasam uma hora na madrugada de domingo, 25 de outubro, passando das 2h00 para a 1h00. Nos Açores, à 1h00 os relógios regressam à meia-noite.

Na prática, o anoitecer passa a acontecer mais cedo no relógio, fazendo com que muitas deslocações habituais ao final da tarde decorram com menos luz natural.

É neste contexto que a Continental recomenda cinco cuidados para enfrentar as condições típicas do outono e do inverno. Embora a mudança da hora não altere, por si só, as condições de segurança dos veículos, a combinação de chuva, menor visibilidade e pavimento molhado pode aumentar as exigências da condução.

1. Os pneus estão realmente preparados para a chuva?

O primeiro conselho da Continental é verificar o estado dos pneus, sobretudo a profundidade dos sulcos e a existência de sinais de desgaste irregular, cortes ou deformações.

Os sulcos desempenham uma função essencial quando a estrada está molhada: ajudam a escoar a água que se acumula entre o pneu e o pavimento.

À medida que o piso se desgasta, essa capacidade diminui, aumentando o risco de perda de aderência e de aquaplanagem.

Este fenómeno ocorre quando os pneus deixam de conseguir escoar a água de forma suficiente e perdem contacto efetivo com o pavimento. Nessas circunstâncias, o condutor pode perder temporariamente a capacidade de controlar a direção e a travagem.

Em Portugal, a profundidade mínima legal dos sulcos principais dos pneus dos automóveis de passageiros é de 1,6 milímetros.

Contudo, estar acima desse limite não significa que um pneu gasto ofereça o mesmo desempenho em piso molhado que um pneu novo. O estado geral da borracha, a profundidade do piso e as condições da estrada também influenciam a aderência.

2. A pressão dos pneus pode alterar o comportamento do automóvel

O segundo cuidado é verificar regularmente a pressão dos pneus, preferencialmente quando estão frios.

Circular com uma pressão incorreta pode afetar a estabilidade do automóvel, o desgaste dos pneus e o seu comportamento em travagem.

A Continental recomenda respeitar os valores definidos pelo fabricante do veículo, que podem variar consoante a carga transportada e as condições de utilização.

Essas indicações encontram-se habitualmente no manual do automóvel ou numa etiqueta colocada na carroçaria, muitas vezes junto à porta do condutor.

Não existe uma pressão universal adequada a todos os veículos. O importante é seguir as especificações correspondentes ao automóvel e aos pneus utilizados.

3. Com menos luz, a velocidade deve acompanhar a visibilidade

A menor luminosidade ao amanhecer, ao entardecer e durante a noite pode dificultar a identificação de obstáculos, peões, ciclistas e outros veículos.

Quando chove, os reflexos das luzes no pavimento molhado e a água acumulada no para-brisas podem reduzir ainda mais a visibilidade.

Por isso, a terceira recomendação é adaptar a velocidade às condições reais da estrada.

Mesmo quando o limite legal permite circular mais depressa, a presença de chuva, nevoeiro ou pouca luz pode exigir uma redução significativa da velocidade.

Quanto menor for a visibilidade, menor deverá ser a velocidade necessária para conseguir identificar um perigo e reagir em segurança.

4. Deixar mais espaço para o carro da frente pode evitar um acidente

A quarta recomendação da Continental é aumentar a distância de segurança em relação ao veículo que circula à frente.

Em piso molhado, a aderência disponível pode ser inferior à de uma estrada seca, aumentando a distância necessária para imobilizar o automóvel.

O efeito depende de vários fatores, incluindo a velocidade, o estado dos pneus, as características do pavimento e a intensidade da chuva.

Manter uma distância superior permite ganhar tempo para reagir perante uma travagem inesperada ou um obstáculo.

A marca aconselha também uma condução mais suave, evitando acelerações excessivas, travagens repentinas e mudanças bruscas de direção.

Antecipar as situações de risco é particularmente importante quando a visibilidade e a aderência estão reduzidas.

5. Não basta ver a estrada: os outros também precisam de o ver

O último conselho prende-se com a visibilidade, tanto para o condutor como para os restantes utilizadores da estrada.

Antes de iniciar uma viagem, sobretudo com previsão de chuva ou durante a noite, importa confirmar que as luzes do veículo funcionam corretamente.

Os limpa-para-brisas devem estar em boas condições, sem deixar zonas por limpar ou marcas que dificultem a visão.

Também é importante manter os vidros limpos e desembaciados, uma vez que a humidade no habitáculo pode reduzir rapidamente a visibilidade.

A Continental recorda que estes cuidados simples ajudam a preparar o automóvel para as condições mais exigentes desta época do ano.

O que deve verificar antes de sair de casa?

A chegada do horário de inverno é uma boa oportunidade para dedicar alguns minutos à manutenção preventiva do automóvel.

Verificar os pneus, confirmar a pressão, testar as luzes e observar o estado das escovas limpa-para-brisas são operações simples que podem evitar dificuldades durante uma viagem.

Mas a preparação do veículo é apenas uma parte da segurança. A velocidade, a distância de segurança e a capacidade de antecipar perigos continuam a depender de quem está ao volante.

E há uma ideia que importa reter: a mudança da hora não torna automaticamente as estradas mais perigosas. O que exige maior atenção são as condições de luminosidade e meteorológicas em que passamos a realizar algumas das nossas deslocações.

Quando a chuva aparece e a visibilidade diminui, a margem para corrigir um erro também pode diminuir. É por isso que os cuidados antes de arrancar e a forma de conduzir são tão importantes.

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