Foi o automóvel que marcou o início de uma nova era para a Polestar, teve uma produção limitada e combinou mais de 600 cv com uma autonomia elétrica que, na altura, estabeleceu uma referência entre os híbridos. Agora, o Polestar 1 vai estrear-se no autoClássico Porto, que decorre entre 2 e 5 de outubro, na Exponor.
O coupé será uma das presenças da edição de 2026 do salão dedicado aos automóveis e motociclos clássicos e de época, que contará também com espaços reservados a supercarros, modelos de gama alta e veículos de competição.
O Polestar 1 ficará exposto no stand da AutoDrive, no Pavilhão Top Cars.
O carro que abriu a história da nova Polestar
Apresentado depois da transformação da Polestar em fabricante independente, em 2017, o Polestar 1 tornou-se o primeiro automóvel de produção desta nova fase da marca sueca.
A produção decorreu entre 2019 e 2021, em edição limitada, com o modelo a funcionar como uma demonstração daquilo que a Polestar pretendia fazer em matéria de design, eletrificação e performance.
E os números ainda hoje impressionam.
O sistema híbrido combina um motor de combustão de 2,0 litros, com compressor e turbo, com três motores elétricos, para uma potência conjunta superior a 600 cv e mais de 1.000 Nm de binário.
Dois dos motores elétricos estão instalados no eixo traseiro, um para cada roda, permitindo a vectorização independente do binário.
124 quilómetros apenas com eletricidade
Apesar da performance, uma das características que mais distinguiu o Polestar 1 quando chegou ao mercado foi precisamente a capacidade da bateria.
Com 34 kWh, permitia percorrer até 124 quilómetros em modo totalmente elétrico, segundo o ciclo WLTP.
De acordo com a Polestar, este valor fazia dele, na altura da apresentação, o automóvel híbrido com maior autonomia elétrica do mundo.
Era uma combinação pouco habitual: um GT de elevada performance capaz de funcionar durante mais de uma centena de quilómetros sem recorrer ao motor a gasolina.
Fibra de carbono e componentes de alta performance
A construção também fugia ao habitual.
A carroçaria do Polestar 1 foi feita em fibra de carbono, solução destinada a reduzir o peso, baixar o centro de gravidade e aumentar a rigidez estrutural.
A marca recorreu ainda a amortecedores Öhlins DFV ajustáveis e a travões Akebono de seis pistões, componentes que ajudaram a estabelecer a orientação de performance que a Polestar viria a desenvolver nos modelos seguintes.
Cinco anos depois do final da produção, o primeiro modelo da Polestar enquanto fabricante independente chega agora ao Porto.
Entre clássicos, motos históricas, carros de competição e supercarros, o Polestar 1 fará a sua estreia no autoClássico entre 2 e 5 de outubro, na Exponor.






