Há problemas que precisam de uma solução. E depois há soluções para problemas que ninguém sabia que tinha.
Por exemplo: uma moto com mais de 200 cv precisava realmente de um diamante verdadeiro? E de uma pintura que acende quando recebe corrente elétrica?
Para a Diamond Atelier, aparentemente sim.
O atelier alemão criou a DA#22, uma máquina com mais de 205 cv, carroçaria de alumínio moldada à mão, componentes de titânio impressos em 3D e uma série de detalhes tão extravagantes que os seus criadores consideram que “superbike” já não chega.
Chamam-lhe a primeira verdadeira “hyperbike” do mundo.
E, segundo revela a publicação especializada ‘Visordown’, não se trata apenas de uma peça para colocar numa sala: esta monstruosidade foi construída para poder andar na estrada.
205 cv e centenas de horas à mão
O projeto começou com uma ideia pouco convencional. Em vez de partir da mecânica para chegar ao design, a Diamond Atelier definiu primeiro a silhueta que queria e depois procurou forma de colocar uma moto lá dentro.
O coração vem da KTM: um V-Twin da família LC8, modificado para ultrapassar os 205 cv.
À sua volta está uma carroçaria de alumínio feita artesanalmente, cujo desenvolvimento exigiu mais de 800 horas de trabalho. Há ainda componentes em titânio produzidos através de impressão 3D, suspensão desenvolvida especificamente para o projeto e comandos CNC inspirados na Fórmula 1.
Mas nada disso é provavelmente aquilo que vai recordar quando olhar para a DA#22.
Sim, aquilo é mesmo um diamante
A Diamond Atelier decidiu levar o próprio nome à letra. Na mesa superior da direção encontra-se um diamante verdadeiro, colocado numa peça de prata e integrado na moto.
Completamente desnecessário? Talvez.
Mas ainda não chegámos à parte mais estranha.
A pintura acende
A carroçaria recebeu um acabamento eletroluminescente desenvolvido especificamente para este projeto.
Não é simplesmente tinta fluorescente nem um conjunto de LED escondido sob a carroçaria. Quando recebe tensão elétrica, a própria superfície pintada emite um brilho vermelho.
Segundo os responsáveis pelo projeto, foi produzido apenas um litro daquela formulação específica.
Foi todo gasto nesta moto.
Até a zona da embraiagem entra no espetáculo: a tampa é transparente e recebeu iluminação própria, permitindo observar parte do mecanismo.
“Superbike” já não chegava
A DA#22 foi apresentada no Goodwood Festival of Speed e funciona como demonstração daquilo que a Diamond Atelier pretende transformar numa nova categoria.
A inspiração vem do mundo automóvel. Tal como os hipercarros foram além dos supercarros através da combinação de desempenho extremo, materiais exóticos, tecnologia, construção artesanal e exclusividade, a empresa quer fazer o mesmo com as motos.
Daí o nome: “hyperbike”.
O protótipo deverá servir de ponto de partida para uma série muito limitada destinada a colecionadores, embora ainda não tenham sido revelados preços nem número de unidades.
Talvez isso seja secundário.
Alguém juntou mais de 205 cv, centenas de horas de trabalho manual, titânio impresso em 3D, um diamante verdadeiro e uma pintura que acende — e depois conseguiu pôr tudo em duas rodas.
Chamaram-lhe “hyperbike”.
Nós ficamos com “monstruosidade”.






