Elétrico ou gasolina: qual fica mais barato no dia a dia? Um novo estudo europeu fez as contas e encontrou uma diferença significativa, embora haja uma variável capaz de alterar quase completamente o resultado: o local onde o automóvel é carregado.
Segundo avança a ‘L’Automobile Magazine’, com base no novo relatório EV Transition Check 2026, do International Council on Clean Transportation (ICCT), em 2025 um automóvel totalmente elétrico apresentava, em média, custos de energia 33% inferiores aos de um modelo comparável a gasolina na União Europeia.
Ou seja: por cada 100 euros gastos em combustível num carro a gasolina, o equivalente elétrico gastaria aproximadamente 67 euros em eletricidade, considerando o cenário médio analisado.
Carregar em casa faz toda a diferença
Os 33% não se aplicam da mesma forma a todos os condutores.
A grande vantagem continua a estar no carregamento doméstico, substancialmente mais barato do que recorrer à rede pública. Em junho de 2026, o preço médio europeu do carregamento público rondava 0,50 euros/kWh em corrente alternada e 0,62 euros/kWh em corrente contínua, incluindo impostos.
Para quem depende exclusivamente de postos públicos, a diferença para a gasolina reduz-se drasticamente: segundo o ICCT, o elétrico ainda era mais barato, mas apenas cerca de 5%.
É uma diferença importante para quem pondera comprar um elétrico sem ter garagem ou possibilidade de instalar um carregador em casa.
Combustíveis mais caros podem aumentar a diferença
E há outra variável a entrar nas contas em 2026: o preço dos combustíveis.
De acordo com os dados citados pela ‘L’Automobile Magazine’, o ICCT calcula que, desde o início da atual crise petrolífera, os custos de energia associados aos automóveis de combustão aumentaram entre 12% e 36%, dependendo dos cenários analisados, enquanto os custos dos elétricos se mantiveram mais estáveis.
Se os preços da gasolina permanecerem elevados, a diferença poderá aumentar.
Elétricos também estão a ficar mais baratos
Durante anos, a equação era relativamente simples: o elétrico custava mais a comprar, mas menos a utilizar. Também aí começam a existir mudanças.
Com base numa análise a mais de 100 mil automóveis vendidos na Alemanha, o estudo concluiu que o preço real dos elétricos caiu cerca de 18% entre 2020 e 2025, descontando a inflação. Nos automóveis de combustão, aumentou cerca de 2%.
A queda do preço das baterias ajuda a explicar a aproximação: o custo caiu aproximadamente 35% a nível mundial entre 2020 e 2025.
Ainda assim, isto não significa que qualquer elétrico já custe o mesmo que um equivalente a gasolina em toda a Europa. A paridade encontrada pelo estudo verifica-se em determinados segmentos do mercado alemão, enquanto os automóveis elétricos pequenos e baratos continuam a ser menos numerosos.
Então qual fica mais barato?
Nos custos de energia, os números apontam claramente para o elétrico — mas a dimensão da vantagem depende muito da forma como é utilizado.
Para quem consegue carregar regularmente em casa, a diferença pode ser significativa. Para quem depende exclusivamente da rede pública, a vantagem média encontrada pelo ICCT cai para apenas 5%.
Por isso, antes de escolher entre gasolina e elétrico, há uma pergunta que pode ser tão importante como o preço ou a autonomia: onde vai carregar o carro?






