<br><br><div align="center"><!-- Revive Adserver Asynchronous JS Tag - Generated with Revive Adserver v5.5.0 -->
<ins data-revive-zoneid="25" data-revive-id="6815d0835407c893664ca86cfa7b90d8"></ins>
<script async src="//com.multipublicacoes.pt/ads/www/delivery/asyncjs.php"></script></div>
Partilhar

Este ‘S’ deu origem a uma batalha entre duas marcas de automóveis: Seat levou o caso à Europa e ganhou

Automonitor

Seat opôs-se ao pedido apresentado pela Stradale Modena, empresa instalada no chamado Motor Valley italiano e especializada em preparação e design de automóveis de luxo e de altas prestações

A Seat ainda não sabe qual será o seu lugar no Grupo Volkswagen depois de 2030, mas há uma coisa que continua disposta a defender: o seu conhecido “S”. A fabricante espanhola acaba de vencer uma batalha na Europa contra uma jovem empresa italiana que pretendia registar um símbolo semelhante para atividades ligadas ao design automóvel.

Segundo o 20 Minutos, a Seat opôs-se ao pedido apresentado pela Stradale Modena, empresa instalada no chamado Motor Valley italiano e especializada em preparação e design de automóveis de luxo e de altas prestações.

O caso chegou ao Instituto da Propriedade Intelectual da União Europeia (EUIPO), que decidiu a favor da Seat.

O problema estava neste “S”

A Stradale Modena pretendia registar um logótipo para utilizar nos seus serviços de design industrial e automóvel.

Seat e Stradale Modena não são concorrentes diretas e o próprio EUIPO considerou existir apenas um reduzido grau de semelhança visual entre os dois símbolos.

Ainda assim, isso não foi suficiente para permitir o registo.

De acordo com a documentação citada pelo 20 Minutos, o organismo europeu considerou que a marca contestada poderia beneficiar indevidamente do caráter distintivo ou da reputação da Seat junto do público relevante em Espanha.

Na prática, a autoridade entendeu que a empresa italiana poderia tirar partido das associações positivas, prestígio e imagem de qualidade que a Seat construiu ao longo dos anos sem ter realizado o investimento necessário para os criar.

A decisão impede o registo do símbolo contestado, obrigando a empresa italiana a repensar essa identidade para o mercado europeu.

Não é a primeira batalha da Seat por um nome

A fabricante espanhola já tinha recorrido ao EUIPO para proteger outros ativos de propriedade industrial.

Um dos casos mais mediáticos envolveu a BYD. A Seat contestou denominações utilizadas pela fabricante chinesa por considerar que poderiam gerar confusão com marcas que já lhe pertenciam.

Entre os nomes visados encontravam-se BYD Seal e BYD Sealion.

Este tipo de oposição faz parte dos mecanismos normais de proteção de uma marca na União Europeia. Uma empresa pode contestar um novo pedido quando entende que existe risco de confusão ou que os seus direitos anteriores podem ser prejudicados.

Neste caso, o verdadeiro impacto para a Stradale Modena não está numa eventual compensação financeira, mas na impossibilidade de avançar com o registo contestado tal como pretendia.

Mas e o futuro da própria Seat?

É precisamente aqui que a história ganha outra dimensão.

A vitória na defesa do “S” surge numa altura em que o futuro da própria Seat depois de 2030 continua por esclarecer no âmbito da profunda transformação em curso no Grupo Volkswagen.

Segundo o 20 Minutos, o grupo alemão aprovou o denominado Plano Futuro 2030, que prevê investimentos de 135 mil milhões de euros entre 2027 e 2031 e uma reorganização destinada a aumentar a competitividade e simplificar a estrutura.

Mas essa estratégia não esclareceu o que acontecerá à histórica marca espanhola para lá da próxima década.

A Seat garante que não foi tomada qualquer decisão. Porém, a crescente importância da Cupra dentro do grupo e a possibilidade de concentração de mais recursos naquela marca voltaram a alimentar dúvidas sobre o futuro da Seat.

Até o Governo espanhol entrou na discussão

A incerteza tornou-se suficientemente relevante para chegar à esfera política espanhola.

O ministro da Economia, Carlos Cuerpo, prometeu fazer “todo o esforço necessário” para preservar uma marca que considera “genuinamente espanhola”.

Também Salvador Illa, presidente da Generalitat da Catalunha, afirmou que fará “tudo o que for possível” para defender a Seat, os postos de trabalho e a capacidade produtiva da fábrica de Martorell.

Enquanto a Volkswagen decide que papel caberá à Seat no seu futuro, a fabricante continua, portanto, a proteger aquilo que construiu ao longo de décadas.

E, pelo menos nesta batalha, o “S” ficou do seu lado.