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Falar ao telemóvel em alta-voz enquanto conduz? O erro que quase todos cometem pode custar até 1.250 euros

Background, blur, out of focus, bokeh. Traffic jams during rush hours after work. Red brake lights of stopped cars on the background of the city neighborhood.
Automonitor

Muitos condutores acreditam que, assim que ativam o alta-voz, deixam automaticamente de estar a infringir o Código da Estrada. Mas não é bem assim

Muitos condutores acreditam que, assim que ativam o alta-voz, deixam automaticamente de estar a infringir o Código da Estrada. Mas não é bem assim. Na prática, falar ao telefone durante a condução pode continuar a ser ilegal, mesmo que a chamada esteja em alta-voz.

Segundo o Automóvel Club de Portugal (ACP), o que a lei proíbe não é apenas falar ao telemóvel, mas sobretudo o seu manuseamento continuado durante a condução. Ou seja, colocar uma chamada em alta-voz não dá ao condutor liberdade para continuar a segurar no aparelho ou a mexer nele.

É precisamente aqui que muitos se enganam. Se o telemóvel permanecer na mão enquanto decorre a conversa, ou se o condutor estiver constantemente a tocar no ecrã para procurar contactos, responder a mensagens, mudar de aplicação ou fazer outros ajustes, a utilização pode ser considerada ilegal.

O Código da Estrada admite o recurso a sistemas de mãos-livres ou de alta-voz, desde que estes funcionem sem exigir uma interação constante por parte do condutor. O objetivo é simples: manter as mãos no volante e a atenção concentrada na estrada.

As consequências podem ser pesadas. O uso indevido do telemóvel ao volante constitui uma contraordenação grave, punível com uma coima entre 250 e 1.250 euros. Além disso, o condutor arrisca perder três pontos na carta de condução e ficar inibido de conduzir entre um e 12 meses.

Há outro detalhe que muitos desconhecem: estas regras também se aplicam quando o veículo está parado num semáforo ou preso numa fila de trânsito. Enquanto o automóvel não estiver devidamente estacionado num local autorizado, o telemóvel continua sujeito às mesmas restrições.

Para reduzir o risco de distrações, o ACP aconselha os condutores a preparar tudo antes de arrancar. Ligar o telefone ao sistema de mãos-livres, definir o destino no GPS e escolher antecipadamente a música ou o podcast evita mexer no equipamento durante a viagem.

Mesmo quando a utilização do alta-voz é legal, há outro aspeto que não deve ser ignorado. Diversos estudos têm mostrado que uma conversa telefónica pode diminuir a atenção do condutor, atrasando o tempo de reação perante um imprevisto.

Por isso, a recomendação continua a ser a mais simples: sempre que a chamada puder esperar, deixe-a para depois da viagem. Ao volante, bastam alguns segundos de distração para que uma conversa aparentemente inofensiva tenha consequências muito sérias.