<br><br><div align="center"><!-- Revive Adserver Asynchronous JS Tag - Generated with Revive Adserver v5.5.0 -->
<ins data-revive-zoneid="25" data-revive-id="6815d0835407c893664ca86cfa7b90d8"></ins>
<script async src="//com.multipublicacoes.pt/ads/www/delivery/asyncjs.php"></script></div>
Partilhar

De carros para mísseis: Trump diz que GM e Ford vão entrar na produção militar

Automonitor

Presidente americano disse, esta segunda-feira, na Casa Branca, que as fabricantes automóveis estão a preparar-se para reconverter capacidade industrial parada

Donald Trump afirmou que a General Motors e a Ford vão começar a produzir armamento, incluindo mísseis Patriot e Tomahawk, numa altura em que Washington procura acelerar a capacidade industrial de defesa dos Estados Unidos, avança o ‘Kyiv Post’.

O presidente americano disse, esta segunda-feira, na Casa Branca, que as fabricantes automóveis estão a preparar-se para reconverter capacidade industrial parada e que já foram alcançados entendimentos para fabricar produtos ligados a mísseis.

“Estamos a construir muitas fábricas por todo o país. Estão em conversações com a General Motors e a Ford. Tanto quanto sei, a General Motors está muito interessada nesta iniciativa e poderá reabrir várias fábricas”, afirmou Trump, citado pelo ‘Kyiv Post’.

A medida surge num contexto de preocupação crescente com os ‘stocks’ de munições dos Estados Unidos. Segundo o texto, o Pentágono tem estado em conversações com grandes fabricantes automóveis no âmbito de uma estratégia mais ampla para aumentar rapidamente a produção de armamento.

“Temos muitas armas, mas queremos sempre garantir que mantemos reservas ainda maiores”, acrescentou o presidente americano.

De acordo com o ‘Wall Street Journal’, o secretário da Defesa, Pete Hegseth, descreveu este esforço como uma operação em “modo de guerra”, destinada a mobilizar a indústria comercial para reforçar as capacidades militares dos Estados Unidos.

A reconversão de capacidade industrial civil para fins militares não é inédita nos Estados Unidos. Durante a II Guerra Mundial, a indústria automóvel americana foi adaptada à produção de material militar. Mais recentemente, durante a pandemia de Covid-19, a Administração Trump recorreu também a fabricantes automóveis para produzir ventiladores.

O impulso atual surge depois de relatos sobre a diminuição de reservas americanas de mísseis. O ‘Financial Times’ noticiou este ano que Washington gastou grandes quantidades de munições críticas durante o conflito com o Irão, em particular mísseis de cruzeiro Tomahawk.

A ‘Bloomberg’ já tinha avançado que Trump pretende também incentivar empresas americanas de defesa a estabelecerem produção licenciada de mísseis na Europa e na Ucrânia.

O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, disse ter levantado diretamente essa questão com Trump, pedindo uma licença que permita à Ucrânia fabricar mísseis para os sistemas de defesa aérea Patriot.

Segundo Zelensky, Trump respondeu positivamente ao pedido de fornecimento adicional de mísseis para os Patriot, mas ainda não confirmou publicamente uma decisão final sobre a produção licenciada.

O objetivo de Washington passa, assim, por reforçar rapidamente a produção militar, proteger os ‘stocks’ americanos e, ao mesmo tempo, explorar formas de aumentar a capacidade de fabrico de mísseis junto dos aliados europeus e da Ucrânia.