<br><br><div align="center"><!-- Revive Adserver Asynchronous JS Tag - Generated with Revive Adserver v5.5.0 -->
<ins data-revive-zoneid="25" data-revive-id="6815d0835407c893664ca86cfa7b90d8"></ins>
<script async src="//com.multipublicacoes.pt/ads/www/delivery/asyncjs.php"></script></div>
Partilhar

Este carro aprende consigo: a tecnologia Changan Bluecore HEV que quer redefinir a experiência automóvel

Jorge Farromba

Jorge Farromba fez o ensaio ao software revolucionário de IA que chega proposto pela marca automóvel chinesa

Ensaiei o Changan Deepal S05 que confirma aquilo que já tinha visto noutros modelos da marca, pois trata-se de um dos automóveis mais avançados na integração de AI.

Possui um software denso que, além de ser intuitivo, oferece aquilo que tornou a Tesla e também a Apple verdadeiras Love Brands – diferenciação.

Foi isso que estas marcas conseguiram – ser um Oceano Azul, tal como Cirque du Soleil (ver estratégia do Oceano Azul). A experiência digital sente-se logo desde os primeiros quilómetros. Elevado grau de personalização, vários perfis, menus vários, lógicas mas que se moldam ao utilizador e influenciam como sistemas reais que evoluem com o uso.

Podemos perguntar se conseguimos viver sem tantas opções. É provável mas depois de as ter custa-nos separar-nos delas.

No conforto, o Changan possui os bancos com uma qualidade bastante boa, elétricos, aquecidos, ventilados mas depois vai mais longe pois os bancos podem transformar-se numa single ou double bed e ainda com a possibilidade de termos um colchão insuflável que nos permite pernoitar no automóvel, sendo que o próprio sistema de ar-condicionado está preparado para gastar pouco nestas circunstâncias.

Autonomia, qualidade de construção e de materiais continuam a existir, cohabitando com um comportamento rigoroso e coerente com o posicionamento do modelo. Mas se o produto final e a tecnologia já impressionam é no que a marca acabou de apresentar que reside também a ambição da Changan que não se deixou adormecer e quis lançar algo também de verdadeiramente inovador – híbridos de segunda geração – em que surge aqui um saldo geracional massivo com a apresentação da plataforma Bluecore Super Engine, revelada mundialmente a 30 de março.

Estes modelos atuais já eram competitivos mas a marca quer obviamente concorrer com a BYD, Leapmotor, Xpeng …. e tinha de fazer esta reorientação, apostando na eficiência extrema. Sabemos que a eficiência térmica dos sistemas atuais ronda os 40 a 41 por cento e os consumos entre cinco a 6 l. Este novo bluecore vai elevar a fasquia para 44,28% de eficiência térmica o que pressupõe, nalguns modelos, consumos anunciados de apenas 2,98l.

Por outro lado, se até agora os automóveis utilizavam sistemas de injeção direta com valores padrão de mercado à volta dos 250 bares este novo bluecore introduz aquilo que a marca denomina como o primeiro sistema de injeção direta do mundo com 500 bares.

E o que é que isto permite? Ao atomizar o combustível de forma muito mais fina consegue-se garantir uma queima quase perfeita, mais potência e também emissões bastante mais baixas Ora tudo isto leva a uma maior autonomia, que a marca já conseguia à volta dos 1000 a 1100 km mas que agora pode chegar perto dos 1500 e com apoio das novas baterias.

Este salto tecnológico mostra que a Changan, como as outras marcas asiáticas não estão a acompanhar o mercado, estão a posicionar-se para disputar a liderança tecnológica num segmento que está cada vez mais competitivo. A indústria europeia está também ela a acompanhar este salto exponencial, o que para o utilizador, se traduz em menor dependência da tomada elétrica, custos de utilização mais baixos e também numa experiência híbrida cada vez mais próxima de um elétrico puro.