As empresas de reboque em Portugal poderão deixar de prestar assistência de longo curso em autoestradas, SCUTS e vias rápidas já a partir desta sexta-feira, numa decisão motivada pela subida acentuada dos preços dos combustíveis.
O alerta foi deixado pelo presidente da Associação Nacional do Ramo Automóvel, Rodrigo Ferreira da Silva, durante uma intervenção na rádio ‘TSF’. O responsável sublinhou que o gasóleo representa cerca de um terço dos custos operacionais destas empresas, o que está a colocar o setor sob forte pressão.
Setor excluído das medidas do Governo
O risco de paralisação surge após o setor dos reboques ter ficado de fora das medidas anunciadas pelo Governo para mitigar o impacto da subida dos combustíveis, associada à guerra no Irão, envolvendo os Estados Unidos e Israel.
Rodrigo Ferreira da Silva considera que essa exclusão poderá ter sido um lapso, defendendo que os serviços de pronto-socorro são essenciais para garantir a segurança e fluidez do trânsito. O dirigente recorda que veículos como ambulâncias e carros de bombeiros também estão sujeitos a avarias, reforçando a importância de um sistema de assistência eficaz nas estradas.
Apoio de 40 cêntimos por litro é reivindicado
O setor reivindica um apoio extraordinário de cerca de 40 cêntimos por litro de combustível para cada viatura de reboque. A medida é considerada fundamental para aliviar o impacto da escalada dos preços e permitir a continuidade da atividade.
O presidente da ARAN destaca que as empresas de reboque não têm atualmente qualquer tipo de apoio estatal, apesar da sua relevância no sistema rodoviário nacional. Sem esse suporte, alerta, muitas empresas poderão não conseguir sobreviver a mais uma crise.
Interrupção surge após falta de acordo com o Governo
A associação garante que tem mantido contactos com o Governo e com os grupos parlamentares, mas até ao momento não existe qualquer decisão concreta.
O responsável relembra também que o parque automóvel português tem uma idade média superior a 14 anos, o que aumenta a probabilidade de avarias e reforça a necessidade de um serviço de reboque funcional e disponível.
Esta suspensão poderá ter impacto direto na segurança rodoviária e na resposta a incidentes nas principais vias do país neste período de Páscoa que significa um aumento de tráfego rodoviário de norte a sul de Portugal.






