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Páscoa na estrada: mais de metade das crianças viajam em risco – e muitos pais nem sabem

Automonitor

Mais de metade das famílias está a transportar crianças de forma incorreta no carro — muitas vezes sem sequer perceber

A criança está sentada, a cadeirinha está lá, o cinto está colocado. Mas pode não estar segura.

Uma análise destacada pelo ‘El Economista’ revela um dado que preocupa: mais de metade das famílias está a transportar crianças de forma incorreta no carro — muitas vezes sem sequer perceber.

E isso pode fazer toda a diferença.

Sobretudo em alturas como a Páscoa, quando as viagens em família aumentam e o tempo passado na estrada dispara. É nestes períodos que o risco cresce — e os erros também. Os números mostram uma tendência clara.

As autoridades têm detetado cada vez mais casos de crianças a viajar sem proteção adequada ou com sistemas mal utilizados. Só este ano, centenas de situações foram identificadas — um aumento face aos anos anteriores.

Mas o mais surpreendente é isto. Não se trata de falta de equipamento. A maioria dos problemas nasce de pequenos gestos do dia a dia.

Um cinto ligeiramente folgado.
Um casaco mais grosso que impede o ajuste correto.
Um encosto de cabeça mal posicionado.
Ou uma cadeirinha instalada sem o cuidado necessário.

Detalhes que parecem menores — mas que reduzem significativamente a proteção em caso de acidente.

Há ainda decisões que muitos pais tomam demasiado cedo.

Virar a criança para a frente antes do tempo recomendado é um dos erros mais frequentes. Especialistas alertam que manter a posição virada para trás durante mais tempo pode ser decisivo para a segurança.

E depois há os riscos menos óbvios.

Utilizar cadeiras em segunda mão sem conhecer o histórico, não ajustar o sistema à medida que a criança cresce ou assumir que “já está bem” sem verificar — tudo isto contribui para um problema silencioso.

A legislação é clara.

Crianças com menos de 12 anos e menos de 135 centímetros de altura devem viajar com sistemas de retenção adequados ao seu tamanho e peso. Além disso, as normas europeias mais recentes impõem critérios mais exigentes, incluindo testes adicionais e regras específicas para a utilização das cadeiras.

Mas cumprir a lei pode não ser suficiente. Porque a segurança não depende apenas do equipamento — depende de como é usado. E há outro fator que muitas vezes passa despercebido.

O ambiente dentro do carro. Objetos soltos, temperaturas inadequadas ou viagens longas sem pausas podem aumentar o risco, especialmente para os mais pequenos.

No fim, tudo se resume a uma ideia simples. Não basta ter a cadeirinha certa. É preciso usá-la bem.

Porque, na estrada, são muitas vezes os pequenos erros que fazem a maior diferença.