<br><br><div align="center"><!-- Revive Adserver Asynchronous JS Tag - Generated with Revive Adserver v5.5.0 -->
<ins data-revive-zoneid="25" data-revive-id="6815d0835407c893664ca86cfa7b90d8"></ins>
<script async src="//com.multipublicacoes.pt/ads/www/delivery/asyncjs.php"></script></div>
Partilhar

Escândalo Dieselgate ainda pesa: Continental perde centenas de milhões

Automonitor

A informação é avançada pela publicação alemã ‘Handelsblatt’, que detalha como, quase uma década depois, as consequências do escândalo continuam a pesar nas contas de fornecedores automóveis

A Continental continua a pagar um preço elevado pelo escândalo do diesel ligado à Volkswagen. A fabricante alemã estima prejuízos na ordem dos 300 milhões de euros, mas deverá recuperar apenas cerca de 44 milhões — e isso apenas se os acionistas aprovarem o acordo proposto.

A informação é avançada pela publicação alemã ‘Handelsblatt’, que detalha como, quase uma década depois, as consequências do escândalo continuam a pesar nas contas de fornecedores automóveis.

Apenas 15% dos prejuízos recuperados

Se o acordo com as seguradoras for aprovado na assembleia-geral de 30 de abril, a Continental receberá cerca de 43,7 milhões de euros — o equivalente a menos de 15% dos danos totais.

Parte desse valor será ainda partilhado com a Schaeffler, que assumiu o controlo da divisão Vitesco, reduzindo ainda mais o montante efetivamente recuperado.

A empresa considera, ainda assim, que este é “o melhor resultado possível”, optando por não avançar com ações contra antigos gestores.

Um escândalo que continua a fazer vítimas

O chamado “dieselgate”, que rebentou em 2015, expôs a manipulação de dados de emissões por parte da Volkswagen e acabou por arrastar vários fornecedores.

No caso da Continental, a ligação resulta do fornecimento de componentes para motores adulterados, o que levou a investigações tardias — iniciadas apenas em 2019 pelas autoridades alemãs.

Em 2024, a empresa aceitou pagar uma multa de 100 milhões de euros para encerrar processos relacionados com o caso.

Guerra legal e acusações internas

A Continental está agora a processar o escritório de advogados Noerr, responsável por uma investigação inicial ao escândalo em 2016.

A empresa alega que o trabalho foi de qualidade insuficiente e contribuiu para prejuízos de centenas de milhões de euros, obrigando a novas investigações mais profundas e dispendiosas. O escritório nega qualquer negligência.

Custos milionários com investigações

Só a gestão interna do caso terá custado cerca de 132 milhões de euros, incluindo honorários de advogados, peritos forenses e especialistas em tecnologia.

Este valor soma-se aos custos legais acumulados ao longo dos anos, evidenciando o impacto prolongado do escândalo — não apenas para fabricantes, mas também para fornecedores.

Ex-gestores ilibados… com indemnizações

Apesar das suspeitas iniciais, vários antigos responsáveis foram ilibados. O ex-diretor financeiro Wolfgang Schäfer, por exemplo, verá o processo contra si arquivado, mas receberá cerca de 2,85 milhões de euros em compensação.

Já outros antigos gestores continuam a enfrentar processos judiciais, com julgamentos previstos para este ano.

Um caso que expõe fragilidades do setor

O caso da Continental mostra que o impacto do dieselgate vai muito além da Volkswagen. Fornecedores, advogados, gestores e seguradoras continuam envolvidos numa teia complexa de responsabilidades legais e financeiras.

Quase dez anos depois, o escândalo continua a gerar custos — e a levantar dúvidas sobre governança, controlo interno e responsabilidade na indústria automóvel europeia.