O aumento dos combustíveis nas últimas semanas já se sente — e bem — na carteira dos portugueses. Entre o início de março e a próxima segunda-feira, encher um depósito de 60 litros vai ficar até 30,96 euros mais caro no gasóleo e 17,16 euros mais caro na gasolina 95.
No início do mês, com a gasolina a 1,661 euros por litro, um depósito de 60 litros custava 99,66 euros. Já o gasóleo, a 1,572 euros por litro, representava uma despesa de 94,32 euros.
Agora, com os novos preços esperados, a gasolina 95 deverá atingir 1,947 euros por litro, elevando a fatura para 116,82 euros. No caso do gasóleo, o salto é ainda mais expressivo: com um preço previsto de 2,088 euros por litro, encher o depósito passa a custar 125,28 euros.
A diferença é clara: em poucas semanas, o gasóleo aumentou quase 31 euros por depósito de 60 litros, ultrapassando a gasolina no custo total de abastecimento.
Este agravamento coloca pressão adicional sobre famílias e empresas, sobretudo num contexto em que o gasóleo continua a ser o combustível mais utilizado em Portugal.
Travão do Governo evitou uma subida ainda maior
Apesar do aumento, o Governo garante que o impacto poderia ser ainda mais pesado sem a redução do ISP.
O Ministério das Finanças alerta que, “na ausência desta redução”, o gasóleo subiria mais 15,5 cêntimos por litro e a gasolina mais 9,1 cêntimos por litro.
Se isso acontecesse, o cenário seria bem mais duro:
O gasóleo chegaria aos 2,243 euros por litro, elevando um depósito de 60 litros para 134,58 euros
Já a gasolina subiria para 2,038 euros por litro, com um depósito a custar 122,28 euros
Na prática, o desconto fiscal evitou um agravamento adicional de 9,3 euros no gasóleo (por depósito de 60 litros) e de 5,46 euros na gasolina.
Mesmo com o alívio fiscal, encher o depósito hoje custa muito mais do que há poucas semanas.
E para quem depende do carro no dia a dia, a diferença não é teórica — sente-se diretamente na carteira, cada vez que passa pela bomba.






