A escalada dos preços dos combustíveis está a gerar forte preocupação entre as micro, pequenas e médias empresas, que alertam para comportamentos especulativos e exigem medidas urgentes ao Governo para travar o agravamento do custo de vida.
A Confederação Portuguesa das Micro, Pequenas e Médias Empresas (CPPME) considera que a guerra no Irão, provocada por Israel e pelos Estados Unidos, está a alimentar uma subida acentuada dos preços da energia, com impacto direto na economia.
Segundo Jorge Pisco, presidente da CPPME, os atuais preços não refletem os custos reais das matérias-primas.
“As matérias-primas foram compradas há meses, antes da guerra, a valores que não justificam os preços atualmente praticados”, afirma o responsável, sublinhando que esta situação está a tornar “insuportável” o custo de vida para famílias e empresas.
Cinco exigências ao Governo
Perante este cenário, a CPPME exige ao Executivo um conjunto de medidas imediatas para evitar uma crise económica:
– Controlo e fixação dos preços dos combustíveis, gás, eletricidade e bens alimentares essenciais
– Mitigação da subida das taxas de juro
– Apoios urgentes à liquidez das PME, que representam 99% da economia nacional
– Coordenação nacional e europeia para proteger emprego e atividade económica
– Reforço dos incentivos à eficiência energética.
“Menos bluff e mais ação”
A confederação critica ainda a resposta do Governo, considerando que as medidas anunciadas são insuficientes face à dimensão do problema.
“A CPPME pede ao Governo menos ‘bluff’ e mais eficácia nos apoios para mitigar a escalada dos preços dos combustíveis”, afirma Jorge Pisco.
A organização defende também uma estratégia mais ampla para reduzir os chamados “custos fixos e de contexto”, tanto para as empresas como para os consumidores, como forma de aumentar a resiliência da economia nacional perante choques externos.






