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Do preparador à marca própria: a nova vida da Alpina na BMW

Automonitor com Lusa

Fundada em 1960 por Burkard Bovensiepen, a Alpina começou por transformar modelos BMW fora da linha de produção oficial, apostando no aumento do binário dos motores para respostas mais imediatas e num reforço significativo do luxo interior

Durante mais de seis décadas, o nome Alpina tornou-se sinónimo dos BMW mais potentes, exclusivos e discretos. Agora, quase quatro anos após a aquisição da preparadora pelo construtor alemão, a BMW anunciou o relançamento da Alpina como uma nova marca independente dentro do grupo, preservando o ADN que a tornou uma referência entre os conhecedores, segundo o ‘El Economista’.

Fundada em 1960 por Burkard Bovensiepen, a Alpina começou por transformar modelos BMW fora da linha de produção oficial, apostando no aumento do binário dos motores para respostas mais imediatas e num reforço significativo do luxo interior. Ao longo dos anos, a marca construiu uma identidade própria, assente no equilíbrio entre desempenho, conforto e sofisticação, sem recorrer a soluções visuais ostensivas.

Os BMW Alpina distinguiram-se sempre por uma estética sóbria, marcada por elementos exclusivos como as cores Azul Alpina e Verde Alpina, o couro Lavalina nos interiores, os acabamentos em madeira natural feitos à mão e as linhas finas com formas geométricas que percorriam discretamente as laterais da carroçaria. Esta assinatura visual acompanhou modelos hoje considerados lendários, como o Alpina B7 Turbo baseado no E24, o E34 B10 Bi-Turbo e várias gerações do Série 7 B7.

Além dos modelos de estrada, a Alpina construiu também uma reputação sólida na competição automóvel, reforçando o prestígio técnico da marca ao longo de quase 60 anos.

Com o relançamento, a BMW pretende posicionar a Alpina como uma marca de luxo e desempenho destinada a um público específico, que valoriza exclusividade, engenharia refinada e elegância discreta. A nova Alpina manterá uma gama limitada de opções de personalização, materiais exclusivos e detalhes únicos, evitando a estética agressiva associada a outras preparadoras.

A nova fase é acompanhada por um logótipo renovado, inspirado no emblema assimétrico utilizado pela Alpina na década de 1970. Este símbolo passará a identificar a marca nesta nova etapa, sublinhando a continuidade histórica e a diferenciação face às restantes ofertas do grupo BMW.