A China anunciou um ambicioso plano para duplicar a capacidade nacional de carregamento de veículos elétricos até 2027, num esforço para acompanhar o crescimento acelerado do setor automóvel elétrico no país. O objetivo foi definido numa declaração conjunta de seis departamentos governamentais, entre eles a Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma (CNDR), principal órgão de planeamento económico do Estado.
De acordo com o ‘El Mundo’, o plano prevê atingir 28 milhões de postos de carregamento em funcionamento até ao final de 2027. Atualmente, o país dispõe de cerca de 17,3 milhões de unidades, um aumento de 54% face ao ano anterior.
Segundo o site económico ‘Yicai’, a nova infraestrutura permitirá fornecer mais de 300 milhões de quilowatts de energia elétrica à frota nacional — o suficiente para recarregar aproximadamente 80 milhões de veículos elétricos.
O projeto dará prioridade à expansão das redes de carregamento rápido nas áreas urbanas, mas também prevê a modernização das estações rodoviárias e a cobertura total das zonas rurais até ao final de 2027.
No final de 2024, os veículos elétricos representavam já 9% do parque automóvel da China, totalizando 31,4 milhões de unidades, número que continua a crescer de forma sustentada. No mesmo ano, foram registados 6,7 milhões de novos veículos elétricos, quase dois terços de todas as vendas globais, consolidando a China como o maior mercado mundial para este tipo de automóveis.
Na Europa, o contraste é evidente. Em 2024, foram vendidos cerca de 1,1 milhões de veículos elétricos, e a rede atual conta com pouco mais de 900 mil postos de carregamento. O objetivo da União Europeia é chegar aos 3,5 milhões de pontos até ao final da década, embora os fabricantes defendam que o número ideal para responder à procura seja de 8,8 milhões.
Com esta estratégia, Pequim reforça a sua posição como potência global da mobilidade elétrica, investindo em infraestruturas que sustentam tanto a transição energética como a competitividade industrial no setor automóvel.





