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Ensaio Mazda CX-80: SUV projetado para famílias

Jorge Farromba

A Mazda lança o seu novo topo de gama SUV, num desenho que em nada difere do seu modelo mais próximo, CX-60, o que lhe configura à partida bons indicadores.

A Mazda lança o seu novo topo de gama SUV, num desenho que em nada difere do seu modelo mais próximo, CX-60, o que lhe configura à partida bons indicadores.

A marca nunca foi uma campeã de vendas mas sempre apresentou bons produtos, de qualidade e sobretudo fiáveis. Este não difere. Posiciona-se acima do CX-60 e partilhado com ele a imagem exterior e interior, se bem que com maiores dimensões e sete lugares.

Visto de fora apresenta um visual robusto e elegante, seguindo a linha estilística da marca, através dos seus párachoques volumosos, faróis esguios e a típica grelha da marca. Na traseira, a assinatura luminosa é idêntica à do CX-60 mas as extremidades que compõem os faróis redondos recordam-nos o MX-5.

Interiormente, o CX-80 apresenta um desenho tradicional inspirado nos outros modelos da gama, com um painel de instrumentos bem legível, um painel central de pequenas dimensões – tátil mas também operado a partir de um botão na consola central e um tablier robusto, com bons materiais, muitos deles de toque macio e mole.

A posição de condução é boa, sendo que os bancos podiam ser mais envolventes. O espaço interior já mais que suficiente no CX-60 é aqui enorme, até mesmo com algum desafogo na terceira fila de bancos.

Em termos dinâmicos estamos em presença de um SUV com 5 metros. Em cidade, parques de estacionamento e algumas estradas nacionais, convém estar atento e fazer contas. Trata-se de um estradista puro, bastante confortável e com um bom comportamento dinâmico. O alto centro de gravidade não ajuda a um comportamento mais assertivo mas percebe-se o posicionamento da marca: um equilíbrio entre dinâmica e conforto.

O motor3.3l com 254 cv que o equipa, a caixa automática de 8 relações e a tração integral ajudam-no a manter uma postura correta, mesmo em estradas com curvas encadeadas. A caixa, bem escalonada, reage bem aos vários percursos escolhidos o que nos garante, mesmo assim, consumos em estrada até 6.7 litros (a gasolina).

Em termos dinâmicos o CX-80 assume-se com um conforto de rolamento de bom nível, uma direção precisa e um chassis cooperante. Tem tudo para poder ser mais um player no mercado, sendo que por força da nossa legislação torna-se um modelo de classe 2 nas portagens. O preço começa nos 63 000€ até aos 90 000€ da unidade ensaiada.