A Porsche comemorou 75 anos no passado dia 8 – em 1948, Ferry Porsche mostrou a sua primeira unidade fabricada pela marca, o 356, que na prática era um Volkswagen em versão coupé e com um motor de 40 cavalos, o primeiro capítulo de uma história carregada de modelos que se tornaram lendas no meio automóvel.
Em setembro de 1963 foi apresentado, no Salão Automóvel de Frankfurt, o desportivo que veio marcar a alma da Porsche – falamos, claro, do 911, o desportivo mais vendido do mundo, com mais de um milhão de unidades vendidas e que continua mais vivo do que nunca.
No entanto, a marca sediada em Estugarda, na Alemanha, é muito mais do que o 911 – é também o Boxster (agora denominado 718 Boxster) mas também o Cayenne, o Macan ou a família Panamera. Igualmente o Taycan, modelo 100% elétrico lançado em 2018, que marcou o futuro elétrico da lendária marca alemã.
A Porsche vive atualmente o melhor momento de sua história, com vendas de 300 mil unidades por ano e uma gama completa de modelos. Mas não foi sempre assim: nos anos 1980, a par do modelo chave da gama, o 911, a Porsche tinha uma família de modelos limitada e pouco condizente com o prestígio da marca. Foram momentos críticos para a marca, que esteve na iminência de fechar. Mas a chegada do Boxster salvou a marca alemã da falência.
O caminho não foi feito sem decisões muito arriscadas: como por exemplo o Cayenne, lançado em 2002, que deixou muita gente a perguntar-se por que motivo um fabricante de carros desportivos ia lançar um SUV com motor a diesel. O modelo foi um triunfo no mercado e um trampolim para que a Porsche se tornasse a marca mais lucrativa do Grupo Wolkswagen.






