Por Jorge Farromba
Sou um indivíduo que adora automóveis! Mas também gosto de os ensaiar por mim, sem recorrer em primeira instância ao press-release da marca. Acredito que com essa premissa, não sou induzido para certos detalhes. Prefiro ser eu a descobrir os mesmos. E é nessa perspetiva que também ensaio o Opel.
Em primeiro lugar, a estética. Numa opinião sempre muito pessoal, gosto de formas retilíneas, simplistas e minimalistas, pelo que o Opel encaixa nesse item.
Exteriormente e, fruto do grupo Stellantis onde se insere, “inspira-se nele mas oferece soluções distintas”. Este SUV da Opel oferece uma frente que cativa e uma traseira e lateral que denota robustez e elegância. Os párachoques, jantes, espelhos e mais alguns detalhes em preto reforçam essa tendência.
Mas é também no interior que o sentimos e vivenciamos. E o Grandland não se intimida. Encontramos à nossa frente o painel de instrumentos de 12″ e o ecrã central de 10″, integrados numa linha contínua denominada Pure Panel. Vantagens? O grafismo do painel de instrumentos é muito interessante, o ecrã central está bem posicionado em termos de legibilidade e segurança, mesmo defronte do nosso campo de visão.
Em termos de espaço interior, nada a apontar. Abundam soluções de ergonomia e usabilidade bem conseguidas no interior, exceção feita para existência de um local para uma garrafa de água de 1,5 litros. Tirando esse detalhe, tudo se foca na usabilidade.
Para mim, que adoro carros simples e práticos, o Opel cativa. Gosto de linhas retilíneas que perduram no tempo, que são minimalistas, que “demoram a envelhecer”. E o Opel tem isso!
E, em condução?
Bom, o Opel Grandland 1.5D faz parte daquela geração que hoje teimam em querer fazer desaparecer – os diesel. Seja como for, eu gostei imenso de o conduzir, mesmo em modo ECO (normal e sport) pois o motor está sempre disponível, é apetecível em qualquer cenário e os consumos rondam, no pior cenário os 7l/100km, Tudo isto, com uma insonorização de alto nível. Relativamente ao comportamento este foca-se na eficiência e eficácia. Soluções bem desenhadas que nos permitem enfrentar com eficácia muitos kms, seja em estradas mais ou menos conseguidas e sempre com um conforto acima da média.
Possui vários plásticos moles um pouco por todo o habitáculo, uma caixa de 8 velocidades automática, espaço a bordo, um comportamento e conforto de bom nível e uns consumos que, aos dias de hoje e ao preço a que o combustível se encontra, muito faz sentido.
Continua a ser uma boa proposta a ter conta no universo dos automóveis, em contraponto à gasolina e elétricos, sendo que para isso terá sempre de despender pelo 1.5D de 130Cv perto de 39.000€ com a certeza de muito espaço a bordo e conforto.







