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Consumidores não abdicam de segurança, robustez e conforto na estrada para comprar um veículo, mesmo que mais barato

Automonitor

Em contexto de crise, o preço continua a ser um fator preponderante na altura de comprar um carro. Contudo, a segurança (9%), a robustez (10%) e o conforto na estrada (10%) constituem um trio que os inquiridos valorizam. 

Em contexto de crise, o preço continua a ser um fator preponderante na altura de comprar um carro, mas muitas vezes isso obriga os consumidores a fazer escolhas. O Observador Cetelem Automóvel 2021 foi tentar perceber o que os consumidores estão dispostos a abdicar para adquirir um veículo mais barato, e identificar que há inquiridos que abdicam de veículos maiores (32%), que optam por veículos usados (27%) e que escolhem marcas menos conhecidas ou low-cost (26%). Por outro lado, a segurança (9%), a robustez (10%) e o conforto na estrada (10%) constituem um trio ao qual os inquiridos consideram difícil de abdicar. 

O Observador Cetelem Automóvel 2021 afirma ainda que são poucos os inquiridos dispostos a sacrificar a proteção ambiental – apenas 14% referiram estar disponíveis para abdicar dessa preocupação para reduzir os custos. A sua reflexão vai ainda mais longe, com o desejo de que os veículos menos poluentes sejam favorecidos. Este favorecimento teria por base a redução do IVA (para 81% dos inquiridos), o apoio dos organismos e administrações locais através de compras preferenciais (78%) e condições preferenciais de circulação (67%).  

Um outro aspeto é a preocupação quanto à origem geográfica da produção do automóvel a adquirir. Segundo o Observador Cetelem Automóvel 2021, 74% dos inquiridos dizem que privilegiariam comprar um carro produzido ou montado, total ou parcialmente, no seu próprio pais. Em Portugal, esta percentagem é de 68%.