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Produção da Porsche poderá ser afetada pela falta de semicondutores

Automonitor

O CEO da Porsche, Oliver Blume, avisou ontem que as operações da marca de luxo podem vir a ser afetadas nos próximos meses por aquilo a que chama uma escassez “muito séria” de semicondutores.

O CEO da Porsche, Oliver Blume, avisou ontem que as operações da marca de luxo podem vir a ser afetadas nos próximos meses por aquilo a que chama uma escassez “muito séria” de semicondutores.

De acordo com o responsável, em declarações à CNBC, “o tema dos semicondutores é muito sério porque toda a indústria está a ser afetada, devido à grande procura de equipamentos de eletrónica de consumo, por um lado, e à rápida recuperação do setor automóvel, por outro”.

Oliver Blume acrescenta que “poderemos ser afetados nas nossas operações diários, pelo que vamos ver o que podemos fazer nos próximos dias e meses. Temos de parar de pensar a curto prazo e começar a procurar medidas duradouras”.

Estas declarações surgem na sequência de uma súbita recuperação do setor no final do ano passado, que coincidiu com a falta de chips essenciais à indústria automóvel. Os cortes de fornecimento tem vindo a desacelerar a produção de centenas de milhares de veículos em todo o mundo.

A procura destes chips disparou durante a crise pandémica porque os consumidores passaram a ficar mais tempo em casa, e por isso compraram mais equipamentos de eletrónica de consumo, como consolas de jogos, portáteis e TV, que também usam chips produzidos pelas mesmas empresas que fornecem semicondutores à indústria automóvel. Neste momento, muitos destes produtos, incluindo portáteis Chromebook e novas consolas como a Xbox Series X e a PlayStation 5, estão esgotados ou em listas de espera.

Perante este cenário, o CEO da Porsche admite que é “muito importante para o futuro repensar a cadeia de fornecimento. Temos de considerar os stocks que temos de ter, ser mais flexíveis e planear mais profundamente as necessidades imediatas”.