A Bentley teve um recorde de vendas de sedans e SUV de luxo em 2020, ao mesmo tempo que a generalidade do mercado automóvel sofreu quebras motivadas pela pandemia de Covid-19. A empresa detida pela Volkswagen, com 101 anos de existência, vendeu 11.206 veículos no ano passado, apesar da fábrica no Reino Unido ter estado encerrada por quatro semanas durante a primavera, aquando do surgimento da pandemia. Em 2019 a Bentley tinha vendido 11.006 unidades.
A Bentley vende alguns dos mais caros e exclusivos veículos do mundo. O Bentayga, um SUV de entrada de gama, tem preços desde os 180.000 dólares, ao passo que o modelo mais exclusivo da marca, o Mulliner Bacalar, custa cerca de 2 milhões.
Em comunicado de imprensa, o CEO da Bentley, Adrian Hallmark, diz-se «cautelosamente otimista» quanto à evolução do negócio em 2021, dado tratar-se de um ano de grandes incertezas. Sobre o recorde de vendas em 2020, Hallmark diz que é um bom exemplo do potencial da marca que está a trabalhar para se tornar um fabricante exclusivo de carros elétricos em 2030.
As Américas continuam a ser o mercado de maior representatividade das vendas da Bentley, onde o crescimento foi de 4,2% em 2020. No entanto, muito mais expressivo é o “salto” de 48,5% das vendas na China. Os dois mercados tiveram uma quota de 53% nas vendas da Bentley em 2020 e compensam as quedas registadas no Reino Unido, na Europa e no Médio Oriente.






