De acordo com o site da Bloomberg, o pedido às grandes empresas do setor automóvel faz parte de um esforço maior do executivo alemão para mobilizar os recursos de engenharia e produção do país e ultrapassar os estrangulamentos no fabrico de equipamento médico. “As empresas devem decidir por elas próprias”, afirmou um porta-voz do Ministério de Economia.
A Volkswagen está pronta para iniciar o fabrico de novos produtos “assim que receber as informações necessárias das autoridades” e revelou que a empresa tem 125 impressoras 3-D industriais que são habitualmente usadas para fabricar componentes para protótipos automóveis, mas que podem ser usados nestas novas linhas de produção.
Este sábado, o presidente executivo do grupo, Herbert Diess, revelou que a empresa está a reforçar a capacidade de produção de máscaras na China e a ajudar as autoridades de saúde alemãs com o fornecimento de equipamentos de medição de temperatura, máscaras, desinfetantes e materiais de diagnóstico.
Já a Daimler AG (dona da Mercedes-Benz) também confirmou à Bloomberg que recebeu um pedido de ajuda das autoridades alemãs e está a analisar o tema.
O sector automóvel tem sido um dos grandes pilares das exportações germânicas, mas não será o bastante para salvar a maior economia da zona euro de um quadro de retração, depois de um crescimento muito débil no terceiro trimestre.
Esta segunda-feira, Berlim deverá anunciar um pacote de estímulos económicos no valor de 350 mil milhões de euros, de acordo com o Financial Times, incluindo um reforço orçamental “na ordem dos 150 mil milhões de euros”.
O recurso ao setor automóvel para conter a crise de saúde pública também ocorre em Itália, onde a Ferrari e a Fiat Chrysler estão em conversações com o maior fabricante de ventiladores para poderem reorientar as suas produções.
Nos Estados Unidos, a General Motors e a Tesla de Elon Musk também admitiram poder vir a fabricar ventiladores hospitalares.





