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92% dos portugueses querem mais espaços adaptados para outras formas de mobilidade

Automonitor

De acordo com o Observador Cetelem Automóvel 2021, os portugueses são dos que mais ambicionam a criação de espaços adaptados para outras formas de mobilidade, como espaços pedonais e ciclovias, mesmo que isso implique a restrição do uso do automóvel. 

De acordo com o Observador Cetelem Automóvel 2021, os portugueses são dos que mais ambicionam a criação de espaços adaptados para outras formas de mobilidade, como espaços pedonais e ciclovias, mesmo que isso implique a restrição do uso do automóvel. 

Em comunicado, o Observador Cetelem refere que 8 em cada 10 portugueses gostariam que a utilização do automóvel diminuísse, mas “o objetivo não é fazê-lo desaparecer, mas sim repensar a sua utilização, abrindo caminho a outras formas de transporte, de preferência mais sustentáveis e sem emissões de carbono – uma coabitação urbana sustentável. 

Assim, 82% dos inquiridos são a favor de haver mais espaços adequados para outras formas de mobilidade – a pé, bicicletas, trotinetas, etc. –, mesmo que isso implique penalizar ou restringir o uso do automóvel. Em Portugal, este número aumenta para 92%, sendo, a par da China, o segundo país inquirido com o valor mais alto, só superado pelo Brasil (96%). 

O Observador Cetelem refere que “este desejo de coabitação urbana entre todos os meios de transporte é partilhado por todos os 15 países inquiridos, mas é curiosa a divisão geográfica: de um lado temos os países emergentes e mediterrânicos, e também a China, como os maiores defensores deste conceito; por outro lado, a França, a Alemanha e a Bélgica, os três países onde a ecologia política é mais expressiva, parecem mostrar convicções mais fracas, talvez por se tratar de uma realidade que tem já maior expressão. 

O estudo demonstra também duas posições diferentes, e opostas, em relação às medidas para restringir o tráfego e a poluição dos veículos motorizados, como portagens urbanas, proibição de circulação a determinados veículos, entre outros. Por um lado, estas medidas são consideradas úteis e indispensáveis por 75% dos inquiridos; por outro, são consideradas muito numerosas (54%) e restritivas (65%).