Um estudo levado a cabo pela EasyPark revela um aumento dos níveis de stress entre os condutores portugueses nos últimos anos, com maior incidência na população feminina e entre os 18 e os 24 anos.
Com o regresso à normalidade, ao trabalho e à escola aumenta também a pressão sobre a mobilidade urbana, com mais carros a dirigirem-se ao centro das cidades e, naturalmente, com o aumento dos problemas de tráfego, engarrafamentos e problemas de estacionamento.
Os mais recentes dados recolhidos pela EasyPark revelam que 68,3% dos condutores portugueses reconhecem que sentem muito stress ao conduzir. Estes dados demonstram um aumento na pressão sobre os condutores, uma vez que os dados anteriormente recolhidos apresentavam 64,5% de respostas afirmativas relativamente ao stress na condução.
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Os dados são mais prevalentes nas mulheres do que nos homens, com mais de 75% de respostas afirmativas por parte das mulheres, contra 61,5% dos homens.
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De acordo com os dados recolhidos pela EasyPark, são também as camadas mais jovens de condutores que revelam mais stress ao conduzir. Os dados acompanham a tendência já anteriormente verificada em anos anteriores, na qual a prevalência de stress entre os condutores até aos 34 anos se encontrava entre os 60 e os 75%.
Quando questionados sobre as razões que mais irritam os condutores, é a proximidade dos veículos que se encontram a circular atrás que mais stress cria (50,7%), seguidas dos estacionamentos em paralelo (26,3%) e da circulação em cruzamentos e rotundas (21,3%). Dados que vão, também, ao encontro das tendências analisadas anteriormente e que revelam problemas na mobilidade urbana relacionadas com os próprios condutores e que se juntam à pressão sobre as cidades com o aumento do número de veículos em circulação.
Ainda que os dados revelem que são os mais novos quem mais se stressa ao conduzir, a verdade é que a tendência é bastante semelhante independentemente da idade:
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“Nos últimos anos o aumento de veículos em circulação nas cidades trouxe problemas para a mobilidade urbana. Atualmente, esta pressão não se revela apenas em momentos de maior tráfego ou até engarrafamentos, mas tem também um claro impacto na saúde mental dos condutores. Na EasyPark estamos constantemente preocupados com o ecossistema da mobilidade enquanto um todo, e os condutores são um fator fundamental para que a mobilidade seja mais fluída. O stress ao conduzir é um fator de maior distração e, por vezes, de mais problemas com o trânsito de um modo geral”, comenta Jennifer Amador Tavares de Sousa, Diretora para Portugal e Espanha da Arrive.
“Por isso mesmo, procuramos compreender o que mais stressa os condutores de forma a, juntamente com os municípios e os outros parceiros do ecossistema da mobilidade, encontrarmos soluções que possam dar resposta às necessidades dos condutores. Por exemplo, a proximidade do condutor que se encontra a circular por detrás dos nossos inquiridos está relacionada com o aumento de viaturas a circular nas vias. Diretamente não nos é possível reduzir este nível de stress a cada condutor, mas sabemos que tornar as cidades mais habitáveis passa por encontrar alternativas aos problemas de mobilidade, entre eles o tempo que se passa ao volante para, por exemplo, estacionar. Estamos comprometidos em ajudar os municípios a resolver os seus problemas de mobilidade para, assim, contribuir para que estes dados de stress se reduzam a curto e longo prazo”, concluiu.
Os inquiridos da EasyPark consideram, de facto, que no futuro as limitações ao estacionamento e à circulação no centro das cidades será uma realidade (70%), mas essa é uma realidade que apenas se visualiza apenas a 10 anos, o que poderá revelar a manutenção destes níveis de stress nos condutores de hoje e num futuro mais próximo.






